sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A arte é a melhor forma de educar




Fonte: Independente de Cantanhede

José Vieira – A arte é a melhor forma de educar


Escrito por Rita de Freitas Gomes
30-Jul-2008

Licenciado em Artes Visuais, vertente de pintura, José Vieira é um apaixonado pelas artes. Tem duas Pós-graduações e é doutorando na Universidade Lusófona do Porto. Actualmente lecciona na EB 2/3 de Cantanhede a disciplina de Educação Visual, com a "missão" de tornar os seus alunos "mais sensíveis ao mundo que os rodeia".

Nos tempos livres dedica-se à pintura sobre acrílico e à fotografia. Considera que desenvolve duas vertentes nesta área. Uma pintura muito colorida, forte, a uma mais sombria, triste. Quando pinta "sai para outra dimensão".

Recentemente descobriu uma nova paixão, a fotografia. Alguns dos seus trabalhos podem ser vistos no site "olhares.com". Gostaria de um dia ter oportunidade de realizar uma exposição com várias fotografias.

Aos 15 anos entrou para o "mundo da política", começando pela JS. Hoje em dia, pertence à Comissão Política do PS.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Trabalhando com crianças




Expofacic 2008


No Farol da Barra


Duas agressões por semana


Fonte: Correio da Manhã

O Ministério Público registou nos primeiros seis meses deste ano, só no distrito judicial de Lisboa, 57 casos de violência nas escolas – o que corresponde a uma média de duas agressões por semana.
Segundo dados oficiais do Ministério Público divulgados pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGD), a maioria dos casos (34) ocorreu nos primeiros três meses do ano e 23 no segundo trimestre, com maior incidência em Almada – 21 casos registados neste círculo judicial, que abrange as comarcas do Seixal e de Sesimbra. Segundo apurou o Correio de Manhã, as principais vítimas são professores e auxiliares agredidos por encarregados de educação.
Este é o primeiro balanço sobre violência no meio escolar divulgado pelo Ministério Público no final de um ano lectivo, o que acontece na sequência da entrada em vigor da Lei de Política Criminal, em Janeiro, que atribuiu prioridade à investigação deste tipo de crimes.
No início do ano o procurador-geral da República, que chegou a criticar a ministra da Educação por minimizar o problema, deu instruções às procuradorias distritais para solicitarem às escolas que denunciassem todos os factos susceptíveis de integrar crimes de natureza pública no meio escolar.
No entanto, e até ao momento, só são públicos os dados do distrito judicial de Lisboa, que abrange 42 comarcas, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, através da habitual avaliação semestral do trabalho do Ministério Público.
A violência em meio escolar foi assumida desde o início do mandato como uma preocupação do procurador-geral, mas o assunto só ganhou contornos mediáticos quando uma aluna de uma escola do Porto foi apanhada, num vídeo colocado na net, a agredir uma professora. Os docentes reuniram-se com Pinto Monteiro e este foi chamado para uma reunião com o Presidente da República, que terá ficado chocado com as imagens.
Após este episódio – que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, voltou a desvalorizar, considerando tratar-se de uma situação rara – o procurador-geral da República exortou os conselhos executivos das escolas a denunciarem todas as situações de violência, garantiu ter conhecimento de que há alunos que vão armados para as escolas e mostrou-se determinado a acabar com a impunidade neste tipo de ilícitos.
OS ALERTAS DO PROCURADOR
"Um miúdo de 15 anos que bate no professor e a directora, com medo, não participa, é uma situação tremenda." - Pinto Monteiro, Outubro 2007
"Tenho elementos seguros de escolas em que os alunos vão armados com pistolas de 6,35 e 9 milímetros." - Pinto Monteiro, Abril 2008
"A violência escolar funciona como uma espécie de embrião para níveis mais graves de criminalidade." - Pinto Monteiro, Junho 2008
CINQUENTA IDOSOS VIOLENTADOS
Pinto Monteiro tem repetido que "os idosos não têm voz" e, por isso, pediu às autarquias que comunicassem ao Ministério Público todos os factos susceptíveis de integrarem crimes de natureza pública praticados contar pessoas vulneráveis. Seis meses depois das instruções do procurador-geral, 51 casos de violência contra idosos foram registados na área do distrito judicial de Lisboa. Já a violência contra profissionais de saúde, outra das matérias que segundo a Lei de Política Criminal é de investigação prioritária, apenas deu origem a seis inquéritos, quatro dos quais no primeiro trimestre de 2008.
CASO DO PORTO COM CASTIGOS PARA ALUNOS
As imagens correram mundo – foi através de um vídeo do YouTube que o caso foi conhecido – e resultaram em semanas de discussão sobre o fenómeno da violência nas escolas. A agressão de uma aluna a uma professora da Escola Carolina Michaelis, no Porto, por causa de um telemóvel, resultou na transferência de escola da aluna e do colega que filmou a cena. O jovem foi castigado com vinte horas de serviço comunitário, a mesma pena aplicada a dois colegas que impediram o auxílio à professora. A agressora pediu desculpa à docente na audiência preliminar no Tribunal de Menores de Matosinhos e vai cumprir trinta horas de trabalho comunitário.
APONTAMENTOS
SENSIBILIZAÇÃO
Em Setembro, a Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) irá realizar acções de sensibilização junto dos encarregados de educação para combater a violência escolar. A Confap, que também foi recebida pelo PGR, defende a proibição de uso de telemóveis nas salas de aula.
ESCOLAS PROBLEMÁTICAS
Segundo um estudo realizado pelo Observatório para a Segurança Escolar, as 32 escolas mais problemáticas, que foram alvo de medidas excepcionais de apoio da parte do Governo, localizam-se na Grande Lisboa (17) e no Grande Porto (15).
SOS PROFESSOR
A linha SOS Professor, criada no início de Setembro pela Associação Nacional de Professores, registou 208 pedidos de ajuda nos primeiros seis meses de funcionamento.
"PROBLEMAS SOCIAIS TÊM REFLEXOS NA ESCOLA" (Mário Nogueira, Secretário-geral da Fenprof)
Correio da Manhã – A maior parte das queixas de violência escolar é da Margem sul do Tejo. Há alguma justificação?
Mário Nogueira – É uma zona onde a taxa de desemprego é muito alta, com muita precariedade laboral e social. A existência de problemas complexos leva a actos de delinquência. É natural que, num contexto social complicado, os problemas se reflictam depois na escola.
– Já conheciam estas situações?
– A noção que temos é de que é uma zona em que é complicado trabalhar. Muitos dos professores que vão para Almada, Barreiro e Setúbal são jovens. Por vezes vê-se situações muito complicadas em que viviam, de pânico até.
– O número de queixas na Procuradoria-Geral da República está dentro do esperado?
– São números preocupantes, mas provavelmente estão aquém do que será a própria realidade. Haverá ainda muitas situações em que não são apresentadas queixas, mas não deixa de ser um número elevado. Qualquer caso de violência numa escola é sempre preocupante. E sabemos que o procurador-geral da República está preocupado.
– O que é que falta fazer para aumentar as denúncias?
– A escola ainda é muito burocrática. É preciso facilitar as denúncias. Mas já há muitos casos resolvidos dentro da escola.
NOTAS
BULLYING: UM EM CADA CINCO É VÍTIMA
Nas escolas básicas portuguesas um em cada cinco alunos é vítima de bullying, que inclui agressões e insultos. AAssociação Nacional de Professores lançou uma linha de apoio às vítimas
TELEMÓVEIS: NAS ESCOLAS
Um estudo do ISCTE revelou que 60 por cento dos alunos mantém o telemóvel ligado quando está na escola. A maioria diz que o telemóvel só é útil se estiver constantemente ligado
C. BEIRA: MÃE AGRIDE EDUCADORA
Uma educadora de um jardim-de-infância de Celorico da Beira foi agredida pela mãe de uma criança de seis anos por ter alertado para a falta de cuidados higiénicos com o menino

Ana Luísa Nascimento / Edgar Nascimento

sábado, 2 de agosto de 2008

Bienal de Cerveira: 30 anos a mostrar arte

Fonte: Jornal de Notícias

AGOSTINHO SANTOS
Por ocasião dos 30 anos da abertura da primeira Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, inaugura-se, hoje, uma mostra retrospectiva com obras dos artistas premiados durante as várias edições do certame.
As comemorações atingem o seu "ponto alto" com a abertura, no Fórum Cultural de Cerveira, de uma grande mostra com obras, entre outros, de Helena Almeida, Ângelo de Sousa, Pedro Cabrita Reis, José Rodrigues, Pedro Calapez, Artur Bual, Pascal Nordman e Zadock Bem-David.
Trata-se de uma exposição que engloba pintura, escultura, vídeo, fotografia, instalação, constituída por trabalhos que ao longo dos anos foram distinguidos.
Foi a 5 de Agosto de 1978 que, sob a direcção do pintor Jaime Isidoro, abriu a primeira edição da Bienal que contou com a participação de 143 artistas, nomeadamente Albuquerque Mendes, António Quadros, Cruzeiro Seixas, Eduardo Luís, Eduardo Viana, Fernando Lanhas, Henrique Silva, Manuel Cargaleiro, Nadir Afpnso, Paula Rego, Sara Afonso e Vieira da Silva. Nesta primeira edição, não foram atribuídos prémios, mas foram homenageados Sara Afonso e Almada Negreiros.
A segunda bienal realizou-se de 2 a 21 de Agosto de 1980, também dirigida por Jaime Isidoro, e integrou trabalhos de 296 artistas. Nas áreas da pintura, escultura e desenho foram premiados, respectivamente, Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Mário Américo.
Em 1986 (V Bienal), Jaime Isidoro reparte a responsabilidade da organização com José Rodrigues e a mostra conta com 201 artistas, sendo homenageado Santa-Rita Pintor. Nesta edição, é criado um espaço dedicado aos primeiros artistas abstractos portugueses, Arlindo Rocha e Fernando Lanhas.
Na VIII Bienal, que teve lugar de 29 de Julho a 27 de Agosto de 1995, o pintor Henrique Silva assume a direcção, função que exerceu até 2007, passando agora a ser ocupada pelo pintor Augusto Canedo. Em 1995, o grande prémio foi conquistado por Gerardo Burmester. Ana Vidigal, Armanda Passos, Armando Alves, Augusto Canedo, Eduardo Nery, Mário Cesariny, Pedro Proença e Silvestre Pestana foram alguns dos artistas que integraram a exposição.
Domingues Alvarez foi o homenageado da IX Bienal (1997) para a qual concorreram 439 autores, tendo sido seleccionados 237 artistas. Os prémios foram distribuídos por Joana Rego (pintura), Nuno da Silva (escultura) e Umberto Castro (revelação).
O fundador da bienal, Jaime Isidoro, foi o artista homenageado na X edição que teve o escultor Carlos Barreira como o vencedor do grande prémio, enquanto Márcia Luças obteve o prémio revelação.
Na XI Bienal, o espanhol Xurxo Oro Claro conquistou o Grande Prémio e Luís de Melo (revelação). Foram a concurso 677 obras e seleccionadas 235, enquanto que Artur Bual foi o homenageado.
Em 2003, o tema da XII Bienal centrou-se em "O artista e a globalização" e estiveram 17 países representados. Silvestre Pestana obteve o grande prémio.
Eurico Gonçalves foi o distinguido com o maior galardão da XIII Bienal (2005) e António Bronze e António Cruz os homenageados.
Na mais recente bienal (XIV), cujo tema foi "As novas cruzadas", em 2007, o grego Zadok Ben-David obteve o grande prémio.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Primeiro computador portátil português


Fonte Publico: 31.07.2008 - 09h16 Ana Rita Faria
O Magalhães, o primeiro computador portátil feito em Portugal, quer entrar nos lares de cerca de 500 mil crianças do ensino básico, mas a ambição dos seus fabricantes vai mais além. O objectivo do consórcio JP Sá Couto e Prológica, que, em parceria com a norte-americana Intel, vai produzir os primeiros portáteis nacionais a partir de uma fábrica em Matosinhos, é exportar a tecnologia e os equipamentos para o mundo.Actualmente, o consórcio está já em negociações com três continentes - África, Europa e América Latina, afirmou ontem Luís Cabrita, responsável da Prológica, à margem da apresentação do projecto Magalhães em Lisboa. Segundo Luís Cabrita, "o primeiro computador português é um projecto competitivo nos três continentes", o que vai permitir realizar a intenção do consórcio: "globalizar a marca Magalhães", que retirou o seu nome do navegador português Fernão Magalhães.O Magalhães vai começar a ser produzido num espaço que pertence à actual fábrica da JP Sá Couto, em Matosinhos, estando prevista a construção de uma nova unidade de fabrico na mesma zona, adiantou o responsável pela empresa, João Paulo Sá Couto.De acordo com o responsável da fabricante portuguesa, "a capacidade de produção actual da fábrica é de 40 mil unidades por mês" mas, com a nova unidade, "a capacidade aumentará mediante as encomendas".Em Setembro, vão começar já a sair os primeiros computadores portáteis portugueses da fábrica de Matosinhos directamente para as mãos de alunos entre os seis e os 11 anos. Segundo anunciou ontem o primeiro-ministro, José Sócrates, na apresentação do Magalhães, cerca de 500 mil computadores vão ser distribuídos aos alunos do primeiro ciclo ao longo do próximo ano lectivo.A iniciativa surge no âmbito do novo programa e.escolinhas, uma réplica do e.escolas, que vai abranger as crianças que frequentam o primeiro ciclo do ensino básico. Segundo José Sócrates, o computador Magalhães vai ser gratuito para os alunos que estejam inscritos no primeiro escalão da acção social escolar e custará 20 euros para as crianças no segundo escalão. Para os que não estão abrangidos nesse sistema, o preço do Magalhães é 50 euros.O custo de produção de cada um dos 500 mil computadores é, contudo, bastante superior - 180 euros. Isto faz com que o projecto de Matosinhos tenha um custo inicial de produção superior a 80 milhões de euros, explicou ontem José Sócrates aos jornalistas, à margem da apresentação.Segundo o primeiro-ministro, a diferença entre o custo de produção e o preço final do computador "Magalhães" será suportada pelo Estado e pelas entidades privadas envolvidas no projecto. José Sócrates adiantou ainda que a parte dos custos que vai caber ao Governo dependerá do número de pais que optar pelos contratos de ligações à internet disponibilizados pelos operadores de banda larga a apoiar o projecto - Portugal Telecom, Vodafone, Zon e Sonaecom.Segundo o primeiro-ministro, o computador vai ter, "numa fase inicial, em Setembro, 30 por cento de incorporação nacional, mas o objectivo é que, no final deste ano, esteja já nos 100 por cento, exceptuando o processador da Intel".Para além disso, o projecto Magalhães quer ir mais longe e estender-se para fora do país. "Queremos replicar o Magalhães e o programa e.escolinhas noutros países", afirmou José Sócrates. Segundo o primeiro-ministro, existem já "contactos com vários países, quer para vender o computador, quer o programa".

Educação terá investimento

Fonte: 30.07.2008 - 15h19 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo irá fazer um investimento de 400 milhões de euros na área da Educação nos próximos sete meses, nomeadamente na instalação de Internet em todas as salas de aulas.

"São 400 milhões de euros que vamos investir nas escola portuguesa", afirmou José Sócrates, durante a cerimónia de apresentação do "Computador Magalhães", o primeiro computador portátil com acesso à Internet que será fabricado em Portugal.

Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. Além disso, irá ser aumentada a velocidade da banda larga nas escolas para um mínimo de 48 megabites por segundo.

O Governo pretende também, segundo o primeiro-ministro, instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas". "O maior investimento nos próximos sete meses será na Educação", salientou.