quinta-feira, 22 de maio de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Educação: Actividades extracurriculares deviam integrar programa regular no 1ºciclo - Confederação Independente de Pais

Lisboa, 20 Mai (Lusa) - A Confederação Nacional Independente de Pais propôs hoje a integração das actuais actividades extracurriculares do 1º ciclo do ensino básico no programa regular deste nível de ensino.
"Deveriam deixar de ser actividades extracurriculares e passar tudo para a tutela da escola, com coordenação pedagógica feita pela escola", defendeu em declarações à Lusa Maria José Viseu, presidente da comissão instaladora da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE).
Actualmente, as actividades de enriquecimento curricular no 1º ciclo do ensino básico, gratuitas e facultativas, são promovidas pelos agrupamentos de escolas, ou por outras entidades como autarquias, associações de pais ou instituições particulares de solidariedade social.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com "transições bruscas", com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Apesar de discordar que a transição entre os 1º e o 2º ciclos seja hoje em dia traumática, a CNIPE defende que o ensino no 1º ciclo seja feito por um professor, ajudado por outros colegas, nomeadamente, na área artística.
"Neste momento, os alunos já convivem no 1º ciclo com mais de um professor por causa das actividades de enriquecimento curricular. Essas actividades deviam era deixar de ser extracurriculares", sustentou Maria José Viseu.
Segundo o estudo do Conselho Nacional de Educação, um ciclo de seis anos "visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas".
Os autores reconhecem que o modelo "ideal, mais interessante e mais flexível" para os 1º e 2º ciclos estaria assente em "equipas multidisciplinares", lideradas por professores "especialmente vocacionados" para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
"Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico", lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um "contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, "contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar".
ARP/MLS
Lusa/fim
"Deveriam deixar de ser actividades extracurriculares e passar tudo para a tutela da escola, com coordenação pedagógica feita pela escola", defendeu em declarações à Lusa Maria José Viseu, presidente da comissão instaladora da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE).
Actualmente, as actividades de enriquecimento curricular no 1º ciclo do ensino básico, gratuitas e facultativas, são promovidas pelos agrupamentos de escolas, ou por outras entidades como autarquias, associações de pais ou instituições particulares de solidariedade social.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com "transições bruscas", com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Apesar de discordar que a transição entre os 1º e o 2º ciclos seja hoje em dia traumática, a CNIPE defende que o ensino no 1º ciclo seja feito por um professor, ajudado por outros colegas, nomeadamente, na área artística.
"Neste momento, os alunos já convivem no 1º ciclo com mais de um professor por causa das actividades de enriquecimento curricular. Essas actividades deviam era deixar de ser extracurriculares", sustentou Maria José Viseu.
Segundo o estudo do Conselho Nacional de Educação, um ciclo de seis anos "visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas".
Os autores reconhecem que o modelo "ideal, mais interessante e mais flexível" para os 1º e 2º ciclos estaria assente em "equipas multidisciplinares", lideradas por professores "especialmente vocacionados" para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
"Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico", lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um "contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, "contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar".
ARP/MLS
Lusa/fim
Educação: Falta de apoio até aos 3 anos e pobreza são principais obstáculos no ensino infantil

"As famílias mais pobres e portanto as crianças mais pobres não têm a riqueza dos contextos que lhes permitem o desenvolvimento", explicou Isabel Alarcão, coordenadora do estudo "A educação das crianças dos 0 aos 12 anos", realizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
Sendo a pobreza apontada como o principal inimigo da educação, Isabel Alarcão defendeu hoje, na apresentação do estudo, que é fundamental "organizar contextos que ajudem as famílias e as crianças a ter ocasião para o seu desenvolvimento e há que conjugar políticas assistenciais à família com politicas educativas".
Isabel Alarcão deu o exemplo das creches e do ensino pré-primário para defender que "para além de uma intenção assistencial", passe a existir "uma intenção educativa" e que se criem "condições para as crianças realizarem, actividades que sejam actividades que as desenvolvam".
O estudo revela também que são as crianças com menos idade que sofrem de maior falta de apoio no ensino.
"Nas escolas nota-se alguma falta desse apoio, até porque as necessidades também são muito grandes, mas vai havendo algum apoio. Mas onde se nota mais falta é sobretudo entre os 0 e os 3 anos que é um período crítico do desenvolvimento da criança e portanto as crianças não podem ser abandonadas ou pouco cuidadas porque é um período vital", lembrou a coordenadora do estudo.
O presidente do Conselho nacional da Educação, Júlio Pedrosa, afirmou por seu turno que o apoio que existe para crianças dos 0 aos 3 anos é sobretudo na esfera da Segurança Social, "enquanto e as condições para o desenvolvimento das crianças em ligação com a sua educação não fazem parte do nosso modelo".
"Há uma recomendação do estudo no sentido de essas duas dimensões sociais, de saúde e de desenvolvimento educativo, passarem a ser consideradas", disse Júlio Pedrosa, ressalvando, no entanto, que "não é apenas nas mãos do Governo que deve ficar o reforço dos apoios a essas crianças".
"O facto de o estudo nos dizer que esta é uma idade crítica do desenvolvimento das crianças, que o modelo que escolhemos não é o modelo mais adequado e que faz sentido repensá-lo, e que também não é apenas da esfera da responsabilidade do Governo, que é das famílias, que é da sociedade em geral, creio que são também contributos a ponderar", sublinhou.
O estudo do CNE recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico para acabar com "transições bruscas", mantendo apenas um professor nos 5º e 6º anos, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
O novo ciclo de seis anos sugerido pelo estudo pretende "neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas".
Em entrevista à Agência Lusa em Fevereiro, a ministra da Educação anunciou que, no âmbito da revisão do currículo do 2º ciclo, o Governo vai concentrar algumas disciplinas para reduzir o número de docentes a leccionar em cada turma.
A ministra explicou que as escolas nunca puseram em prática um mecanismo que permitia que um só professor leccionasse um conjunto de disciplinas à mesma turma, como Matemática e Ciências ou Língua Portuguesa e Inglês, por exemplo, apesar de o currículo prever essa possibilidade.
O estudo apresentado hoje reconhece, no entanto, riscos com a fusão dos dois primeiros ciclos do básico: uma possível descoordenação das equipas multidisciplinares e uma eventual influência disciplinar e académica dos actuais professores do 2º ciclo (alunos dos 06 aos 09 anos) sobre os do 1º (10 e 11 anos), entre outros.
O documento recomenda ainda a profissionalização das amas, uma melhor oferta de ocupação de tempos livres e uma articulação entre serviços sociais e serviços educativos.
SMS/MLS.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-05-20 14:35:01
Sendo a pobreza apontada como o principal inimigo da educação, Isabel Alarcão defendeu hoje, na apresentação do estudo, que é fundamental "organizar contextos que ajudem as famílias e as crianças a ter ocasião para o seu desenvolvimento e há que conjugar políticas assistenciais à família com politicas educativas".
Isabel Alarcão deu o exemplo das creches e do ensino pré-primário para defender que "para além de uma intenção assistencial", passe a existir "uma intenção educativa" e que se criem "condições para as crianças realizarem, actividades que sejam actividades que as desenvolvam".
O estudo revela também que são as crianças com menos idade que sofrem de maior falta de apoio no ensino.
"Nas escolas nota-se alguma falta desse apoio, até porque as necessidades também são muito grandes, mas vai havendo algum apoio. Mas onde se nota mais falta é sobretudo entre os 0 e os 3 anos que é um período crítico do desenvolvimento da criança e portanto as crianças não podem ser abandonadas ou pouco cuidadas porque é um período vital", lembrou a coordenadora do estudo.
O presidente do Conselho nacional da Educação, Júlio Pedrosa, afirmou por seu turno que o apoio que existe para crianças dos 0 aos 3 anos é sobretudo na esfera da Segurança Social, "enquanto e as condições para o desenvolvimento das crianças em ligação com a sua educação não fazem parte do nosso modelo".
"Há uma recomendação do estudo no sentido de essas duas dimensões sociais, de saúde e de desenvolvimento educativo, passarem a ser consideradas", disse Júlio Pedrosa, ressalvando, no entanto, que "não é apenas nas mãos do Governo que deve ficar o reforço dos apoios a essas crianças".
"O facto de o estudo nos dizer que esta é uma idade crítica do desenvolvimento das crianças, que o modelo que escolhemos não é o modelo mais adequado e que faz sentido repensá-lo, e que também não é apenas da esfera da responsabilidade do Governo, que é das famílias, que é da sociedade em geral, creio que são também contributos a ponderar", sublinhou.
O estudo do CNE recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico para acabar com "transições bruscas", mantendo apenas um professor nos 5º e 6º anos, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
O novo ciclo de seis anos sugerido pelo estudo pretende "neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas".
Em entrevista à Agência Lusa em Fevereiro, a ministra da Educação anunciou que, no âmbito da revisão do currículo do 2º ciclo, o Governo vai concentrar algumas disciplinas para reduzir o número de docentes a leccionar em cada turma.
A ministra explicou que as escolas nunca puseram em prática um mecanismo que permitia que um só professor leccionasse um conjunto de disciplinas à mesma turma, como Matemática e Ciências ou Língua Portuguesa e Inglês, por exemplo, apesar de o currículo prever essa possibilidade.
O estudo apresentado hoje reconhece, no entanto, riscos com a fusão dos dois primeiros ciclos do básico: uma possível descoordenação das equipas multidisciplinares e uma eventual influência disciplinar e académica dos actuais professores do 2º ciclo (alunos dos 06 aos 09 anos) sobre os do 1º (10 e 11 anos), entre outros.
O documento recomenda ainda a profissionalização das amas, uma melhor oferta de ocupação de tempos livres e uma articulação entre serviços sociais e serviços educativos.
SMS/MLS.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-05-20 14:35:01
Arte: Obras da colecção do Deutsche Bank em exposição na Gulbenkian

Lisboa, 20 Mai (Lusa) - A Fundação Gulbenkian inaugura a 3 de Junho uma exposição com cerca de 120 obras escolhidas a partir das 50 mil peças que constituem a colecção de arte contemporânea do Deutsche Bank.
A colecção do Deutsche Bank surgiu nos anos 80, destinada apenas aos seus espaços e a aproximar os colaboradores e clientes da arte contemporânea.
Inicialmente estava centrada no desenho e fotografia e na arte da alemã, mas foi-se alargando à pintura e escultura e a artistas de outros países.
O conjunto que estará patente em Lisboa na sala de exposições temporárias da Fundação tem obras concebidas entre 1922 e 2008 e inclui desenho, fotografia, litografia, pintura e escultura.
Intitulada "Drawing a tension", a exposição inclui obras de Otto Freundlich, Thomas Hirschhorn, Olav Christopher Jennsen e Laria Lassnig, entre muitos outros artistas, está organizada em cinco núcleos e ficará patente até 7 de Setembro.
Jürgen Bock, curador, crítico de arte e o responsável por esta mostra, afirmou que a escolha das obras teve em conta a preocupação de mostrar os núcleos de trabalhos de melhor qualidade artística da colecção, com a presença dos artistas mais consagrados.
"Mas, ao mesmo tempo, a selecção foi muito inspirada pela arquitectura e o simbolismo do espaço de acolhimento, o edifício da Fundação", referiu.
Em declarações à Lusa, Bock explicou que o edifício da Gulbenkian foi construído no final dos anos 60 e que o maior grupo de trabalhos escolhidos também é dessa época.
A obra mais recente é de 2008 e é um trabalho de fotografia e pintura da autoria do artista plástico português Pedro Barateiro.
EO.
Lusa/Fim
A colecção do Deutsche Bank surgiu nos anos 80, destinada apenas aos seus espaços e a aproximar os colaboradores e clientes da arte contemporânea.
Inicialmente estava centrada no desenho e fotografia e na arte da alemã, mas foi-se alargando à pintura e escultura e a artistas de outros países.
O conjunto que estará patente em Lisboa na sala de exposições temporárias da Fundação tem obras concebidas entre 1922 e 2008 e inclui desenho, fotografia, litografia, pintura e escultura.
Intitulada "Drawing a tension", a exposição inclui obras de Otto Freundlich, Thomas Hirschhorn, Olav Christopher Jennsen e Laria Lassnig, entre muitos outros artistas, está organizada em cinco núcleos e ficará patente até 7 de Setembro.
Jürgen Bock, curador, crítico de arte e o responsável por esta mostra, afirmou que a escolha das obras teve em conta a preocupação de mostrar os núcleos de trabalhos de melhor qualidade artística da colecção, com a presença dos artistas mais consagrados.
"Mas, ao mesmo tempo, a selecção foi muito inspirada pela arquitectura e o simbolismo do espaço de acolhimento, o edifício da Fundação", referiu.
Em declarações à Lusa, Bock explicou que o edifício da Gulbenkian foi construído no final dos anos 60 e que o maior grupo de trabalhos escolhidos também é dessa época.
A obra mais recente é de 2008 e é um trabalho de fotografia e pintura da autoria do artista plástico português Pedro Barateiro.
EO.
Lusa/Fim
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Fundação Gulbenkian
terça-feira, 13 de maio de 2008
Leonel Moura

Leonel Mouraem S. Paulo, Kaliningrad e Moscovo
Obras de Arte Robótica apresentadas nas exposições
Bienal de Arte e Tecnologia, Emoção Art.ficial Itáu Cultural, S. PauloBrasil
Contemporary Art in the Post-Biological Age National Center for Contemporary ArtsKaliningrad branchRússia
Bienal de Arte ContemporâneaMoscovoRússia
Entretanto continua a exposiçãoMade in New YorkDesenhos do robot RAPnaGaleria LEONEL MOURA ARTe
Obras de Arte Robótica apresentadas nas exposições
Bienal de Arte e Tecnologia, Emoção Art.ficial Itáu Cultural, S. PauloBrasil
Contemporary Art in the Post-Biological Age National Center for Contemporary ArtsKaliningrad branchRússia
Bienal de Arte ContemporâneaMoscovoRússia
Entretanto continua a exposiçãoMade in New YorkDesenhos do robot RAPnaGaleria LEONEL MOURA ARTe
Rua da Janelas Verdes, 76, Lisboa
Morreu o pintor americano Robert Rauschenberg

NOVA YORK (AFP) — O pintor americano Robert Rauschenberg, um dos principais representantes da Pop Art e um dos artistas maiores do século 20, morreu aos 82 anos na Flórida, informou à AFP Jennifer Joy, encarregada de relações públicas da galeria Pace Wildenstein de Nova York.Rauschenberg morreu na noite de segunda-feira em Captiva Island, uma ilha da Flórida onde residia.
Nascido no Texas em 1925, Rauschenberg, batizado Milton Ernest Rauschenberg - mudou de nome na idade adulta -, alcançou a fama nos anos 50 e em 1964 tornou-se o primeiro americano a ganhar o grande prêmio da bienal de Veneza (Itália).
Várias de suas obras de arte contemporânea figuram no lote de vendas de quarta-feira da casa de leilões Sotheby's, entre elas, "Overdrive", uma tela colorida de 1963 com elementos do distrito financeiro de Nova York, avaliada entre 10 e 15 milhões de dólares antes de ser divulgada a notícia da morte do artista.
Estudou arte em Paris onde encontrou Susan Weil, uma jovem artista de Nova York com quem foi casado por pouco tempo e de quem teve um filho, Christopher.
No início dos anos 50 em Nova York, ele reagiu ao expressionismo abstrato de pintores como Willem de Kooning e criou uma série de monocromos, "White, Black and Red paintings".
Utilizando em suas obras todas as espécies de materiais - cordas, pedaços de tecido, objetos de consumo corrente - era considerado o artista que assegurou a transição entre o expressionismo abstrato e a pop art. Por sua vez, ele desejava escapar dos rótulos, seja de pop art ou de neodadaísmo.
Sua série "Combine Paintings", misturando escultura, fotografia e colagem, lhe valeu uma primeira exposição na galeria Léo Castelli em Nova York em 1958.
Em 1970, ele instalou definitivamente seu ateliê na Flórida; também possuía uma casa em Greenwich Village, Nova York.
Foi também escultor, coreógrafo, fotógrafo e compositor.


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Robert Rauschenberg
domingo, 11 de maio de 2008
Fotos que dominam a arte de contar estórias
Ana Gaspar
Numa altura em que o multimédia invade os modos de comunicar, as fotografias provam que ainda dominam a arte de contar estórias; muito para lá do momento em que as imagens foram captadas. Um exemplo disso é o trabalho vencedor da edição deste ano do World Press Photo (WPP), ganho por Tim Hetherington, que apesar de também recolher imagens com vídeo acabou por ser galardoado com o maior prémio de fotografia a nível mundial. Outro é o da foto de Augusto Brázio, de uma mãe com o filho acabado de nascer a serem assistidos por uma equipa do INEM, que venceu o Prémio Fotojornalismo Visão/Bes. As duas podem ser vistas a partir de hoje no Museu da Electricidade, em Lisboa.O fotógrafo inglês passou duas temporadas, uma delas de cinco meses, junto de um grupo de soldados norte-americanos situados numa das zonas de maior conflito no Afeganistão. A foto mostra o cansaço e o desespero de um deles e, nas palavras do fotógrafo, o seu próprio cansaço e desespero. Mas também a "exaustão de uma nação", segundo o presidente do júri Gary Knight. "O júri teve motivos específicos para esta selecção. Escolheram fotografias que não davam respostas simples, mas que suscitavam questões", explicou ontem Femke van der Valk, da Fundação WPP.Já Augusto Brázio passou meio ano a acompanhar as equipas de Emergência Médica. "A questão de ter tempo para trabalhar bem é um assunto cada vez mais importante na vida dos jornalistas, mas infelizmente cada vez mais difícil", disse Cláudia Lobo directora-adjunta da Visão.A exposição do WPP integra ainda a foto de Miguel Barreira, de um "bodyborder" no meio de uma onda de quatro metros. Esta é a segunda obra de um português a ser distinguida pelo WPP. A primeira tinha sido um retrato do general Spínola, de Eduardo Gageiro (1975). Os mais de 200 trabalhos premiados pelas duas iniciativas podem ser vistos até ao dia 8 de Junho. Estes incluem três fotografias de jornalistas do JN Bruno Simões Castanheira, que venceu na categoria de vida quotidiana do Prémio Visão/Bes; e duas menções honrosas, de Pedro Correia e Alfredo Cunha. 
sábado, 10 de maio de 2008
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