sábado, 22 de março de 2008
Indisciplina e violência nas escolas

Parece que estava a adivinhar quando escrevi e passei alguns vídeos de indisciplina e telemóveis nas escolas. Mas não era adivinhação é uma realidade que começa a crescer e não é pontual como alguns querem fazer querer. A culpa é de muitos: Sociedade em crise, Ministério, Professores, Alunos e Pais. Mas cabe aos últimos grande parte desta culpa (voltarei a este assunto com mais pormenor). Nas minhas aulas frequentemente os alunos pedem-me para atender o telemóvel por serem os pais a telefonar com os problemas inadiáveis. Estes pais não sabem que os alunos estão em aula? Não têm os seus horários????



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sexta-feira, 21 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Arte e Revolução
Encontrei este artigo muito interessante e quero partilha-lo convosco. Podem lê-lo na integra aqui
Leon Trotsky, 17 de junho de 1938
“Na realidade, os intelectuais "de esquerda" mudaram de senhor. Ganharam muito com isso?”, com tal indagação Trotsky comentava os artistas que apoiavam incondicionalmente a burocracia dirigida por Stálin, suas falsificações e mentiras. Hoje, com o completo desaparecimento do stalinismo, muitos artistas e jovens intelectuais “de esquerda” não têm mais aquele senhor, mas se submetem à condição de servos da cultura burguesa decandente, outros tantos proclamam serem senhores de si, e alguns, por outro lado, empenham-se em superar as contradições de nosso tempo. Exatamente para refletirmos sobre a superação desse estado de uma arte vinculada a idealizações pequeno-burguesas de liberdade ou diretamente entregue ao movimento bárbaro do mercado, publicamos o texto a seguir de Trotsky escrito à época da fundação da IV Internacional.
Leon Trotsky, 17 de junho de 1938
“Na realidade, os intelectuais "de esquerda" mudaram de senhor. Ganharam muito com isso?”, com tal indagação Trotsky comentava os artistas que apoiavam incondicionalmente a burocracia dirigida por Stálin, suas falsificações e mentiras. Hoje, com o completo desaparecimento do stalinismo, muitos artistas e jovens intelectuais “de esquerda” não têm mais aquele senhor, mas se submetem à condição de servos da cultura burguesa decandente, outros tantos proclamam serem senhores de si, e alguns, por outro lado, empenham-se em superar as contradições de nosso tempo. Exatamente para refletirmos sobre a superação desse estado de uma arte vinculada a idealizações pequeno-burguesas de liberdade ou diretamente entregue ao movimento bárbaro do mercado, publicamos o texto a seguir de Trotsky escrito à época da fundação da IV Internacional.
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Cegos terão obras de arte feitas para eles (Brasil)

A exposição do grupo Artes Táteis vai marcar presença no Capital Fashion Week, em parceria com a Associação Brasiliense de Deficientes Visuais e a Secretaria de Cultura do DF. Ao todo, são 30 esculturas que ficarão expostas na área dos lounges do CFW, no Foyer do Teatro Nacional, entre os dias 27 e 29 deste mês. A mostra é desenvolvida por deficientes visuais e promete inovar, já que consiste em incentivar o público a “ver” as peças por meio do toque. Segundo o presidente da ABDV, César Achkar, a proposta é fazer com que os visitantes apreciem e ampliem a percepção da obra de arte para além da visão. Os autores são cinco deficientes visuais, César Achkar, Flávio Luiz, José Ferreira, Márcio Murakami e Paulo Sérgio.
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Robôt português artista?

Robô português mostra primeiras obras de arte realizadas em Nova Iorque
Desde Fevereiro de 2007, que o robô RAP (Robotic Action Painter) gera composições originais, decide por si próprio quando o desenho está pronto e assina no canto inferior direito como qualquer artista humano. A performance deste robô artista tem tido lugar no Museu de História Natural de Nova Iorque, exposto na sala dedicada à evolução da humanidade , dentro de uma vitrina, em permanente actividade criativa. Os primeiros 12 desenhos deste artista robótico poderão ser vistos em Portugal, na Galeria LEONEL MOURA Arte, em Abril. De acordo com o seu criador, o artista plástico Leonel Moura, “os desenhos são abstractos e muito elementares”. “No essencial revelam uma ou mais concentrações de riscos e cores em determinadas áreas, enquanto o resto é deixado com pouca expressão pictórica”, revela o artista, acrescentando que os desenhos “fazem lembrar simples garatujas de crianças, mas também aglomerados urbanos ou galáxias”.“De qualquer modo, por muito primitiva que seja, esta criatividade é profundamente original, adianta Leonel Moura, em comunicado. Tal como sugeria Norbert Wiener, o pai da cibernética, se queremos permitir a emergência de uma criatividade das máquinas é preciso “retirar o factor humano do processo”. E RAP que se encontra a milhares de quilómetros de distância do seu criador, o qual não tem qualquer meio de o influenciar ou manipular, gera desenhos baseados na sua própria percepção do mundo.Ainda segundo Leonel Moura, “o processo criativo de RAP não é exclusivamente aleatório, ainda que este, à semelhança dos mecanismos biológicos, tenha um papel fundamental na produção de decisões”. “Há de facto, para além disso, a expressão de uma criatividade própria, através de processos descritos pelas teorias da complexidade, da auto-organização e da emergência”, continua o artista.Estamos assim perante uma das primeiras manifestações – assente numa base científica sólida – de uma criatividade produzida por uma entidade não-humana e não-natural. Estes desenhos são a expressão de uma nova revolução na arte, que abre o caminho a uma “criatividade artificial”, na sequência do que já hoje é plenamente aceite sob a designação de “inteligência artificial”.A inauguração da exposição dos primeiros 12 desenhos do RAP acontece na Galeria LEONEL MOURA Arte, dia 7 de Abril, às 21h00.Imagem: http://www.leonelmoura.com/rap.html
Leonel Moura é um dos grandes artistas deste cantinho Português. Agora não deve confundir termos que são exclusivos do Humano (Criatividade e percepção) e actividades que os robôts executam com um programa elaborado pelo artista (Humano), mesmo que esteja a quilómetros de distância. Veja-se o que fazem os satélites... arte é exclusiva do HUMANO. É isso , a ARTE o que nos diferencia dos outros seres! (José Vieira)
A resposta que Leonel Moura teve a gentileza de me enviar e que agradeço.
Obrigado pelo seu email.
É evidente que a definição de um conceito pode determinar os limites do mesmo. Quando diz que a arte é uma actividade exclusiva do humano, está tudo dito e implica que não se pode considerar arte a produção animal ou de máquinas. No entanto se há algo que caracteriza o pensamento moderno, e acima de tudo a própria arte, é precisamente a ampliação das fronteiras conceptuais. Basta recordar que, até há pouco, também a inteligência era uma qualidade exclusiva dos humanos. Mas hoje reconhece-se que existe uma inteligência animal e uma inteligência artificial. A minha proposta reside precisamente em que se considere agora a existência de uma criatividade artificial. Em muitos aspectos semelhante à nossa, mas noutros distinta já que fruto, no caso dos robots, de um corpo autónomo, com capacidade de percepção ambiental (sensores) e um tipo de "raciocínio" não linear.É aliás este o ponto menos compreendido nos meus projectos. O que não admira já que se trata de uma ciência muito recente. Isto é, o programa que eu introduzo nos robots não visa levá-los a realizar tarefas determinadas, mas antes proporcionar os meios para que possam decidir por si mesmos (neste sentido é o oposto dos satélites)e pode ser comparado aos genes que os nossos pais nos transmitem, mas onde não está nada por exemplo sobre que profissão vamos seguir na vida. Por outro lado, está claro que estamos ainda nos primórdios da inteligência, criatividade e consciência artificiais, mas precisamente por isso estes primeiros passos são tão fascinantes. Os desenhos que RAP fez em Nova Iorque são simples garatujas, mas onde se detecta claramente uma composição, uma estética, uma arte. Eu olho e vejo a caverna de Lascaux dos robots. Por fim só uma questão mais filosófica. Porque sente necessidade de se diferenciar dos outros seres? Eu pelo contrário sinto vontade de me considerar uma simples parte de um todo que é mais do que a soma das suas partes.
Cumprimentos
Leonel Moura
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