domingo, 21 de dezembro de 2008

Imagens




domingo, 7 de dezembro de 2008

Novos artistas alemães













Novos artistas alemães conquistam mercado mundial da arte

Tim Eitel pinta figuras de um mundo resignado
Em vez de conceitualismo, videoarte e instalação, foi o realismo figurativo que garantiu a penetração dos novos artistas alemães, após a queda do Muro, no mercado mundial da arte.

A partir do início dos anos de 1990, o mundo experimentou o fenômeno que ficou conhecido por revolução digital. Para acompanhar o desenvolvimento dos novos meios, foram inauguradas, na Alemanha, escolas como a Academia de Arte e Mídia (KHM), em Colônia, e o Centro de Arte e Mídia (ZKM), em Karlsruhe.

No entanto, em vez do esperado desenvolvimento em direção à videoarte ou à instalação, a arte alemã, a partir da última década do século 20, foi marcada pelo ressurgimento da pintura figurativa como forma de expressão artística e pela fusão da arte com a fotografia, cujo valor de mercado passou a se igualar ao das obras de pintura.

Entre os principais representantes da nova geração de fotógrafos alemães, estão Candida Höfer, Thomas Struth, Thomas Ruff e Andreas Gursky. Na pintura, destacam-se principalmente jovens artistas da pintura figurativa, como Neo Rauch, Tim Eitel, Norbert Bisky e Sophie von Hellermann, entre outros.

Após a reunificação da Alemanha, em 1990, observou-se também o deslocamento do eixo artístico situado entre Colônia e Düsseldorf em direção ao Leste do país. Berlim despontou como pólo atraente de artistas e galerias e, com o ressurgimento da pintura figurativa realista, Leipzig tornou-se uma das principais metrópoles artísticas do país.

Melancolia pós-hedonista

Artistas alemães consagrados, como Gerhard Richter, Sigmar Polke e Rosemarie Trockel chegaram ao século 21 como os mais bem cotados artistas do mundo, segundo o ranking da revista alemã de economia Capital.

No entanto, a ascensão da nova arte alemã no mercado internacional, a partir dos anos de 1990, deveu-se, tanto na fotografia como na pintura, à preferência que o mercado de arte norte-americano passou a dar aos jovens artistas alemães.

Além do caráter representativo de lifestyle que a arte assumiu, nos últimos anos, as razões deste sucesso se encontram na reação estética provocada pela revolução digital na pintura e na fotografia e nos temas abordados pelos novos artistas.

Poucos são os fotógrafos que não trabalharam suas fotos em computadores, poucos são os pintores que não pintaram suas telas a partir de fotografias. A arte alemã da virada do século tematizou a globalização, a melancolia pós-hedonista, o esvaziamento do espaço público e a história alemã a partir de 1989.

Andreas Gursky e outros artistas

Figurativa e realista, a pintura se aproximou do Realismo Socialista, desponjando-a de qualquer ameaça intelectual. A fotografia, resgatada como expressão artística, retratou subúrbios desolados, fachadas industriais sombrias, retratos enormes e paisagens longínquas e vazias. Sobretudo os alunos de Bernd e Hilla Becher, na Academia de Belas-Artes de Düsseldorf, despontaram no mercado internacional.

Nomes como Candida Höfer, Andreas Gursky, Thomas Struth e Thomas Ruff conseguiram elevar o valor da fotografia ao das obras de pintura. Em 2007, o díptico 99 Cent II, de Andreas Gursky, foi leiloado em Londres por 1,7 milhão de libras (cerca de 2,3 milhões de euros).

Esta é uma cifra impressionante, se considerarmos que o curso de Fotografia da Academia de Belas-Artes de Düsseldorf, o primeiro da Alemanha, foi instituído somente no início dos anos de 1970 e que, até o início da década de 1980, o público especializado ainda discutia o valor artístico da fotografia colorida.

Despojada de qualquer mensagem

Entre os novos pintores, destacam-se os artistas do grupo em torno de Neo Rauch, denominado de Neue Leipziger Schule ou Nova Escola de Leipzig, oriundos da Academia de Artes Visuais de Leipzig.

Escola de Leipzig foi o nome cunhado para os artistas da cidade que expuseram na documenta 6, em 1977, cuja pintura era figurativa e engajada. Mesmo depois da queda do Muro, Arno Rink, aluno destes pintores, continuou a ensinar técnicas da pintura clássica na Academia de Artes Visuais de Leipzig. Rink formou a segunda geração da Escola de Leipzig.

Tecnicamente perfeita, mas despojada de qualquer mensagem e com motivos que lembram o Romantismo, a terceira geração da Escola de Leipzig ficou conhecida como Nova Escola de Leipzig.

Televisão, computador, internet

Entre os mais célebres representantes deste novo realismo da Academia de Artes Visuais de Leipzig, estão Neo Rauch e Tim Eitel. Em seus quadros, Rauch retrata a convivência pacífica de trabalhadores socialistas, nostálgicos postos de gasolina e figuras de história em quadrinhos. Tim Eitel aposta na contemplação serena de suas figuras realistas que parecem meditar num pano de fundo abstrato.

Norbert Bisky, que nasceu em Leipzig mas estudou em Berlim, consegue unir o homoerotismo ao Realismo Socialista ao retratar garotos louros que brincam sobre dunas.

A bávara Sophie von Hellermann, uma das poucas artistas que não pinta a partir de fotografias, mistura cenas de seu mundo pessoal com personagens da literatura, do cinema ou da história.

Estes jovens artistas incorporam a mudança de paradigma da cultura analógica para a cultura digital. Se, para alguns, sua mescla de mistério e cultura pop é motivo de críticas, para outros, é a fonte de onde bebe a nova arte. Sem ideologias, eles retratam a atualidade de um mundo resignado e sem perspectivas.

Eles mesmos são filhos da cultura de consumo pós-moderna e do capitalismo digital. Aprenderam a perceber a realidade não a partir do objeto real, mas através da televisão, do computador, da internet. Sua obra espelha o desejo de uma geração jovem – que muitos chamam de conservadora – por segurança, por ideais românticos, por laços sociais e por comunicação, em tempos de extremo individualismo.

Carlos Albuquerque

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Coimbra tem mais encanto...

Fotografar PDS

sábado, 22 de novembro de 2008

Ramalho Eanes: “educação pode corrigir atrasos”

Ramalho Eanes defendeu, em Santarém, que "só o investimento na educação permitirá corrigir os atrasos de Portugal, país que chegou tarde à democracia e ainda não teve tempo para gerar uma classe média empreendedora e uma sociedade civil forte, e está agora a sofrer os efeitos nefastos do deslumbramento consumista que provocou o endividamento das famílias e do Estado".
O antigo Presidente da República foi o orador convidado para o encerramento do ciclo de conferências "As raízes falam, falam as raízes, organizado pela Comissão concelhia do PS de Santarém.
A conferência quase encheu o grande auditório da Escola Superior Agrária, numa iniciativa que, mais uma vez, extravasou o âmbito partidário, para trazer para o debate e reflexão pessoas dos mais diferentes quadrantes políticos.
Ramalho Eanes falou do "papel da sociedade civil na construção da unidade europeia e na recuperação do país num quadro promissor e ameaçador da mundialização". Apontou o exemplo de Espanha que, segundo um relatório do Deutshe Bank, dentro de apenas dois anos poderá ter o mesmo valor do PIB per capita da Alemanha. "A Educação foi o factor que mais prosperidade trouxe à Espanha, com mais investimento no ensino secundário e universitário", afirmou Ramalho Eanes, sublinhando que "37 por cento dos espanhóis, entre os 25 e os 34 anos já possuem cursos superiores, comparativamente aos 20 por cento da Alemanha".
Eanes apontou igualmente os exemplos de desenvolvimento de "outros povos europeus e do Japão, que há muito perceberam que o desenvolvimento económico assenta no capital humano e não no investimento de capital ou tecnológico".
Ramalho Eanes sublinhou que "desde o 25 de Abril, Portugal progrediu muito na qualidade de vida da população e em todos os sectores, da educação à saúde, segurança social, estradas e comunicações". "Vivemos hoje numa democracia consolidada, em que não cabem golpes, não há ameaças externas, não há império a defender; temos condições agora para sermos um povo civil, pacífico, tolerante e democrático". Porém, defende que "o futuro de Portugal tem um desafio grande que é a falta de um ideal colectivo que nos motive individual e solidariamente". Considera, porém, que "esse futuro é alcançável se houver um investimento numa educação generalizada, e uma cuidada e rigorosa definição estratégica das políticas, com um empenhamento determinado e competente de todos os sectores – Estado, mercado e sociedade civil". Considera que "temos um Estado fraco desde o 25 de Abril, com governos muito fracos, muitas vezes mais preocupados com os resultados eleitorais do que com o futuro do País, e com sub-sistemas de saúde, educação e justiça que se transformaram em corporações que tendem a satisfazer os interesses dos seus elementos em lugar de desempenharem as funções sociais que lhes competem". Prevê que o desemprego vai agravar-se e, sendo um problema de todos, exige respostas do Governo que garantam a dignidade de todos".

"É urgente o despertar dos intelectuais para quebrar corporativismos"
Ramalho Eanes defende que uma sociedade civil forte depende da existência de uma burguesia endinheirada que ponha os filhos a estudar. "É urgente o despertar dos intelectuais para a participação na sociedade civil, pois são eles que conduzem à quebra dos corporarivismos que travam o desenvolvimento".
Fonte: O Ribatejo

domingo, 16 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MORREU A "MÃE ÁFRICA"


10 de Novembro de 2009.
Castel Volturno, sul da Itália.
Miriam Makeba morreu como viveu. A lutar pelo que considerava justo. Ícone da luta contra o apartheid na África do Sul, deslocou-se a Castel Volturno em Itália para um concerto de solidariedade com Roberto Saviano, realizador do filme "Gomorra". No final do concerto sentiu-se mal, foi levada ao hospital onde acabou por falecer com 76 anos.
Fonte: RTP

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Arte de Ver



A ARTE DE VER


WORKSHOP DE FOTOGRAFIA

17-22 NOV 2008

MUSEU DE SERRALVES

Segunda a Sexta das 19h00 às 21h30Sábado das 9h30 às 18h00
Concepção e Orientação: António Sá

Sem perder de vista a tecnologia, porque a máquina fotográfica sempre foi a ferramenta primordial do fotógrafo, este workshop visa devolver o gosto pelo olhar - instruindo-o sobre as subtilezas da luz, a graciosa dinâmica dos objectos - e reflectir na nossa própria perspectiva enquanto testemunhas de uma realidade efémera. Em conjugação com os ingredientes técnicos, também abordados, estaremos então mais despertos para traduzir fielmente a nossa própria visão do mundo e assim fazer acontecer pequenos milagres, cada vez que pressionamos o botão disparador. Destinatários Qualquer pessoa que goste de fotografia e pretenda aprofundar os aspectos criativos, independentemente das temáticas preferidas e do tipo de equipamento que possua.


Clique aqui para mais informações