sexta-feira, 6 de março de 2009

Artista usa a própria cabeça para criar arte


Levi van Veluw é um artista multidisciplinar holandês que pensa na arte de uma forma diferente.
Como forma de mostrar as suas obras, este artista utiliza a sua própria cabeça para criar as suas obras. Assim, a cabeça do artista transforma-se em floresta, estátua de pedra e muito mais.
Levi van Veluw utiliza vários materiais para produzir e dar forma às suas obras, como pedras, musgo e até iogurtes. Exibindo em fotografias a sua arte, o artista cola os materiais na sua própria cara e fotografa-se.
Um trabalho de muita paciência e sem manipulação digital que já foi exibido na Europa, nos Estados Unidos e na China.

Fonte: IOL

Artista plástico estreia exposição individual


Luanda – O artista plástico Sozinho Lopez vai expôr a sua primeira obra individual denominada “O 5º Ano” em Abril deste ano, no Salão Internacional de Exposições da União Nacional dos Artistas Plásticos(UNAP), em Luanda.

A amostra, que contará com mais de vinte obras de pintura concebidas em estilo figurativo, aborda diversos aspectos da sociedade angolana, com particular atenção sobre a valorização que se deve dar permanentemente aos aspectos culturais angolanos.

Em declarações hoje à Angop, Sozinho Lopes, que já participou em diversas exposições colectivas dentro e fora do país, refere que os símbolos e as máscaras nacionais, anexadas à modernidade representam as suas preocupações artísticas.

"Há necessidade de trazer aos olhos da sociedade a essência da angolanidade ante a modernidade que atravessa os nossos hábitos e costumes. Logo, eu vou ao encontro dos rituais e das máscaras e trago a alma do povo, recreada, demonstrando, assim, que o moderno e o passado podem conviver", referiu.

Em cerca de cinco anos, depois da sua formação média, o pintor disse ter praticado e pesquisado bastante pelas províncias do país a essência da arte angolana sempre no intuito de reflectir-se sobre o passado e perspectivar o futuro.

"O 5º Ano representa assim a entrega pela arte, os contactos com artistas que já algum tempo lidam com a criação, com realce para o pintor e escultor António Gonga, que muito me ajudou a seguir este caminho", salientou.

"Diálogo fechado", "A dança bale, expressão cultural II", "Mona diala", "Fragmento de um mundo místico II" e "Vozes de outros sons e ritmos", fazem parte do conjunto das pinturas a expôr e executadas por Sozinho Lopes nas técnicas de óleo e de acrílico sobre tela, assim como técnica mista.

Nascido a 17 de Fevereiro de 1976, na província do Uíge, Sozinho Lopes fez o curso médio de artes plásticas em 2003 no Instituto Nacional de Formação Artística (INFA).

Presente em colecções institucionais e particulares, o pintor já obteve, em 2006, a menção honrosa do Prémio Cidade de Luanda e uma distinção no concurso " Desenho na Areia" da empresa petrolífera norueguesa Nosrk Hydro.

Em 2007 foi galardoado como o segundo classificado do concurso mural de pintura da Embaixada dos Estados Unidos em Angola sobre a vida e obra do Martin Luther King (activista na luta contra o racismo nos EUA) e o Grande Prémio Ensarte de Pintura, sendo que em 2008 venceu o Prémio Cidade de Luanda em Pintura.
Fonte:Angola Press

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ARCO em Madrid


Gayatri Gamuz






Parece estranho, mas é mesmo assim. Muitos portugueses vão à ArCo, feira de arte contemporânea em Madrid, comprar obras portuguesas aos galeristas portugueses. Dos cerca de 150 mil visitantes, uns 15 mil serão oriundos de terra lusitana. "Mesmo pessoas que habitualmente não frequentam museus ou galerias visitam a ArCo", diz José Mário Brandão, da Galeria Graça Brandão (Porto). "É um pretexto para viajar, e nós, portugueses, gostamos de pretextos." Não se trata, portanto, de um fenómeno acidental, como o de alguém que compra uma fabulosa T-shirt em Londres e só mais tarde depara com a etiqueta Made in Portugal. Aqui a revelação é ante facto. Aliás, é intencional, pois parece que há quem, mesmo frequentando galerias em Portugal, prefira comprar na ArCo as obras que viu lá expostas. Ao galerista cabe o encargo de as voltar a trazer para Portugal e as entregar cá ao feliz comprador, o qual assim já pode dizer que comprou aquilo na ArCo.

Há várias razões possíveis para justificar essa tradição. Desde logo, obviamente, a falta de tempo para frequentar galerias. Depois, uma certa impressão de que as galerias levam o melhor do seu acervo aos eventos internacionais - não apenas à ArCo como à Feira de Basel (com extensão em Miami) e à Frieze em Londres, ainda mais importantes. Por último, há a vantagem de poder apreciar o que aqui se faz no contexto do que se faz em todo o mundo. Em torno da ArCo existe uma série de eventos paralelos, com uma feira concorrente (a Madrid Art Fair) e inaugurações em inúmeras galerias que aproveitam a presença maciça de apreciadores de arte na capital espanhola. Há também o lado social; inauguração com a presença dos reis (este ano vai o príncipe Filipe), almoços, jantares, conferências... "Esta é mais feira do que a de Basel ou a Frieze", diz José Mário Brandão. A vida nocturna também é importante, com cafés como o Chicote e o Cock a assumirem papel central.


12 galeristas portugueses vão à ArCo 09 mostrar os seus artistas

As pessoas que visitam a feira são as que se esperaria que fossem. Empresários, gestores, advogados, médicos e outros membros das classes trabalhadoras com algum disposable income e apetite cultural à medida. Quem circula pela ArCo não demora muito a dar por eles. A toda a hora se ouve falar a nossa língua, ainda que num tom de voz normalmente discreto, como é próprio de tal gente. Por vezes o conhecimento técnico impressiona. Na memória deste jornalista ficou uma conversa do ano passado sobre uma peça conceptual que consistia essencialmente numa enorme folha de papel dobrada em muitas partes. Essa folha tinha uma espécie de areia preta que se ia deslocando em diferentes sentidos. Quando a discussão atingiu o ponto em que alguém referiu a existência de uma peça semelhante algures no universo, o jornalista sentiu-se como o proverbial boi em frente ao palácio. Desesperado, foi em busca das familiares delícias da arte figurativa. Rapidamente as encontrou, pois a ArCo, ao fim e ao cabo, é um evento comercial, onde nem faltam primorosos retratos hiper-realistas a óleo.

Na arte contemporânea desapareceu o paradigma dominante. Passadas as grandes revoluções do século XX (surrealismo, dadaísmo, expressionismo abstracto, arte pop, etc.), entrou-se num período em que tudo é possível. Mais que possível, legítimo, no sentido de não haver ninguém, ou quase ninguém, que se atreva a dizer que aquilo não é arte.

Em 27 anos de existência, a ArCo mudou bastante. Transferiu-se da Casa del Campo para o recinto da Ifema e passou de evento essencialmente ibérico a uma feira que tenta cada vez mais atrair o grande coleccionador europeu e americano. Hoje em dia chama a atenção pela dimensão. Com cerca de 200 galerias, é uma feira grande e espaçosa. Trata-se de um espaço que, além da arte, é usado para mostrar móveis, automóveis e animais de companhia. Num dos andares ficam os standes maiores, no outro os mais pequenos, que não podem exceder 40 metros quadrados. Há também espaços de performances e conferências. "Como é feito em Madrid, é uma coisa altamente subsidiada - pelo governo, pela região, etc.", diz Carlos Carvalho, da galeria homónima. Há sempre um país convidado, e hoje em dia eles vêm com frequência do chamado mundo emergente. O ano passado foi o Brasil, este ano vai ser a Índia, um mercado que tem crescido exponencialmente ao longo dos últimos anos. 13 galerias e 50 artistas, seleccionados pelo curador Bose Krisshnamachari. Sendo este um assunto artístico e falando-se de Portugal, não podia faltar uma polémica sobre dinheiro. Este ano a polémica, como sempre, teve a ver com critérios. O Governo acha que foi generoso ao oferecer-se para, a título excepcional e em atenção à crise, cobrir os prejuízos que as galerias possam vir a ter até um limite de 20 mil euros. As galerias acham que o Estado tem obrigação de apoiar a internacionalização da arte portuguesa.


Para os artistas portugueses, esta é uma montra privilegiada para o mercado internacional

"A arte está bem, o mercado é que está mal", diz Luís Serpa, da galeria com o mesmo nome. "Pela primeira vez, a arte e as antiguidades não são refúgio. Deduzo que o cash-flow desapareceu." A crise nota-se na frequência e nas compras, sobretudo por parte dos institucionais. Para os galeristas, a ArCo já não é uma garantia de negócio, e o investimento tem de ser feito à medida. "Quando levava uma escultura de cinco metros de Rui Chafes, era uma aposta. Hoje em dia já não levo peças desse tamanho", diz José Mário Brandão.

Com todas as dificuldades, espera-se que a ArCo registe a habitual afluência maciça, uma afluência que já em tempos forçou Luís Serpa a fechar o stande com fita adesiva. E se isso significar que apareçam algumas pessoas a fazer observações e perguntas tontas, tanto pior. De resto, isso cada vez acontece menos. As mais comuns são do tipo: "Isto também eu fazia." Frederico Sequeira, da Galeria Mário Sequeira (Braga), conta que o ano passado apresentou uma instalação que incluía alguns livros no chão. "Isto está um bocado desarrumado", comentou alguém. Também há quem se queixe dos preços, o que em princípio é legítimo, nesta como em qualquer outra área de negócio. Uma vez, um visitante chegou ao stande de uma galeria espanhola e, vendo um quadro de Mark Rothko na parede, perguntou: "Por curiosidade, quanto é?" Sem se voltar, a galerista respondeu: "Por curiosidade, eu não estou aqui." Ainda falando em dinheiro, consta que a mulher de um primeiro-ministro português se escandalizou por haver artistas nacionais a um preço tão alto: "Vou já dizer ao meu marido!" Também há a história daquele miúdo que, vendo uma obra de Miró, perguntou quantos anos tinha o artista quando a fez. Nem todas as galerias reagem igualmente à crise. Algumas desistem de viajar, outras dão preferência a feiras que não a ArCo. Cristina Guerra, Filomena Soares, Paulo Amaro, Graça Brandão, Mário Sequeira, Pedro Oliveira, Presença, Quadrado Azul, Carlos Carvalho, Fonseca Macedo, Fernando Santos, António Henriques são, até nova ordem, os nomes dos resistentes. De 11 a 16 de Fevereiro, lá estarão elas na ARCOmadrid 2009 à espera dos clientes. Os habituais e os outros.


Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Fevereiro de 2009
















Feria InternacionalParque Ferial Juan Carlos I




28042 Madrid




Fone: +34 91.7225017

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

domingo, 21 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Novos artistas alemães













Novos artistas alemães conquistam mercado mundial da arte

Tim Eitel pinta figuras de um mundo resignado
Em vez de conceitualismo, videoarte e instalação, foi o realismo figurativo que garantiu a penetração dos novos artistas alemães, após a queda do Muro, no mercado mundial da arte.

A partir do início dos anos de 1990, o mundo experimentou o fenômeno que ficou conhecido por revolução digital. Para acompanhar o desenvolvimento dos novos meios, foram inauguradas, na Alemanha, escolas como a Academia de Arte e Mídia (KHM), em Colônia, e o Centro de Arte e Mídia (ZKM), em Karlsruhe.

No entanto, em vez do esperado desenvolvimento em direção à videoarte ou à instalação, a arte alemã, a partir da última década do século 20, foi marcada pelo ressurgimento da pintura figurativa como forma de expressão artística e pela fusão da arte com a fotografia, cujo valor de mercado passou a se igualar ao das obras de pintura.

Entre os principais representantes da nova geração de fotógrafos alemães, estão Candida Höfer, Thomas Struth, Thomas Ruff e Andreas Gursky. Na pintura, destacam-se principalmente jovens artistas da pintura figurativa, como Neo Rauch, Tim Eitel, Norbert Bisky e Sophie von Hellermann, entre outros.

Após a reunificação da Alemanha, em 1990, observou-se também o deslocamento do eixo artístico situado entre Colônia e Düsseldorf em direção ao Leste do país. Berlim despontou como pólo atraente de artistas e galerias e, com o ressurgimento da pintura figurativa realista, Leipzig tornou-se uma das principais metrópoles artísticas do país.

Melancolia pós-hedonista

Artistas alemães consagrados, como Gerhard Richter, Sigmar Polke e Rosemarie Trockel chegaram ao século 21 como os mais bem cotados artistas do mundo, segundo o ranking da revista alemã de economia Capital.

No entanto, a ascensão da nova arte alemã no mercado internacional, a partir dos anos de 1990, deveu-se, tanto na fotografia como na pintura, à preferência que o mercado de arte norte-americano passou a dar aos jovens artistas alemães.

Além do caráter representativo de lifestyle que a arte assumiu, nos últimos anos, as razões deste sucesso se encontram na reação estética provocada pela revolução digital na pintura e na fotografia e nos temas abordados pelos novos artistas.

Poucos são os fotógrafos que não trabalharam suas fotos em computadores, poucos são os pintores que não pintaram suas telas a partir de fotografias. A arte alemã da virada do século tematizou a globalização, a melancolia pós-hedonista, o esvaziamento do espaço público e a história alemã a partir de 1989.

Andreas Gursky e outros artistas

Figurativa e realista, a pintura se aproximou do Realismo Socialista, desponjando-a de qualquer ameaça intelectual. A fotografia, resgatada como expressão artística, retratou subúrbios desolados, fachadas industriais sombrias, retratos enormes e paisagens longínquas e vazias. Sobretudo os alunos de Bernd e Hilla Becher, na Academia de Belas-Artes de Düsseldorf, despontaram no mercado internacional.

Nomes como Candida Höfer, Andreas Gursky, Thomas Struth e Thomas Ruff conseguiram elevar o valor da fotografia ao das obras de pintura. Em 2007, o díptico 99 Cent II, de Andreas Gursky, foi leiloado em Londres por 1,7 milhão de libras (cerca de 2,3 milhões de euros).

Esta é uma cifra impressionante, se considerarmos que o curso de Fotografia da Academia de Belas-Artes de Düsseldorf, o primeiro da Alemanha, foi instituído somente no início dos anos de 1970 e que, até o início da década de 1980, o público especializado ainda discutia o valor artístico da fotografia colorida.

Despojada de qualquer mensagem

Entre os novos pintores, destacam-se os artistas do grupo em torno de Neo Rauch, denominado de Neue Leipziger Schule ou Nova Escola de Leipzig, oriundos da Academia de Artes Visuais de Leipzig.

Escola de Leipzig foi o nome cunhado para os artistas da cidade que expuseram na documenta 6, em 1977, cuja pintura era figurativa e engajada. Mesmo depois da queda do Muro, Arno Rink, aluno destes pintores, continuou a ensinar técnicas da pintura clássica na Academia de Artes Visuais de Leipzig. Rink formou a segunda geração da Escola de Leipzig.

Tecnicamente perfeita, mas despojada de qualquer mensagem e com motivos que lembram o Romantismo, a terceira geração da Escola de Leipzig ficou conhecida como Nova Escola de Leipzig.

Televisão, computador, internet

Entre os mais célebres representantes deste novo realismo da Academia de Artes Visuais de Leipzig, estão Neo Rauch e Tim Eitel. Em seus quadros, Rauch retrata a convivência pacífica de trabalhadores socialistas, nostálgicos postos de gasolina e figuras de história em quadrinhos. Tim Eitel aposta na contemplação serena de suas figuras realistas que parecem meditar num pano de fundo abstrato.

Norbert Bisky, que nasceu em Leipzig mas estudou em Berlim, consegue unir o homoerotismo ao Realismo Socialista ao retratar garotos louros que brincam sobre dunas.

A bávara Sophie von Hellermann, uma das poucas artistas que não pinta a partir de fotografias, mistura cenas de seu mundo pessoal com personagens da literatura, do cinema ou da história.

Estes jovens artistas incorporam a mudança de paradigma da cultura analógica para a cultura digital. Se, para alguns, sua mescla de mistério e cultura pop é motivo de críticas, para outros, é a fonte de onde bebe a nova arte. Sem ideologias, eles retratam a atualidade de um mundo resignado e sem perspectivas.

Eles mesmos são filhos da cultura de consumo pós-moderna e do capitalismo digital. Aprenderam a perceber a realidade não a partir do objeto real, mas através da televisão, do computador, da internet. Sua obra espelha o desejo de uma geração jovem – que muitos chamam de conservadora – por segurança, por ideais românticos, por laços sociais e por comunicação, em tempos de extremo individualismo.

Carlos Albuquerque

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Ramalho Eanes: “educação pode corrigir atrasos”

Ramalho Eanes defendeu, em Santarém, que "só o investimento na educação permitirá corrigir os atrasos de Portugal, país que chegou tarde à democracia e ainda não teve tempo para gerar uma classe média empreendedora e uma sociedade civil forte, e está agora a sofrer os efeitos nefastos do deslumbramento consumista que provocou o endividamento das famílias e do Estado".
O antigo Presidente da República foi o orador convidado para o encerramento do ciclo de conferências "As raízes falam, falam as raízes, organizado pela Comissão concelhia do PS de Santarém.
A conferência quase encheu o grande auditório da Escola Superior Agrária, numa iniciativa que, mais uma vez, extravasou o âmbito partidário, para trazer para o debate e reflexão pessoas dos mais diferentes quadrantes políticos.
Ramalho Eanes falou do "papel da sociedade civil na construção da unidade europeia e na recuperação do país num quadro promissor e ameaçador da mundialização". Apontou o exemplo de Espanha que, segundo um relatório do Deutshe Bank, dentro de apenas dois anos poderá ter o mesmo valor do PIB per capita da Alemanha. "A Educação foi o factor que mais prosperidade trouxe à Espanha, com mais investimento no ensino secundário e universitário", afirmou Ramalho Eanes, sublinhando que "37 por cento dos espanhóis, entre os 25 e os 34 anos já possuem cursos superiores, comparativamente aos 20 por cento da Alemanha".
Eanes apontou igualmente os exemplos de desenvolvimento de "outros povos europeus e do Japão, que há muito perceberam que o desenvolvimento económico assenta no capital humano e não no investimento de capital ou tecnológico".
Ramalho Eanes sublinhou que "desde o 25 de Abril, Portugal progrediu muito na qualidade de vida da população e em todos os sectores, da educação à saúde, segurança social, estradas e comunicações". "Vivemos hoje numa democracia consolidada, em que não cabem golpes, não há ameaças externas, não há império a defender; temos condições agora para sermos um povo civil, pacífico, tolerante e democrático". Porém, defende que "o futuro de Portugal tem um desafio grande que é a falta de um ideal colectivo que nos motive individual e solidariamente". Considera, porém, que "esse futuro é alcançável se houver um investimento numa educação generalizada, e uma cuidada e rigorosa definição estratégica das políticas, com um empenhamento determinado e competente de todos os sectores – Estado, mercado e sociedade civil". Considera que "temos um Estado fraco desde o 25 de Abril, com governos muito fracos, muitas vezes mais preocupados com os resultados eleitorais do que com o futuro do País, e com sub-sistemas de saúde, educação e justiça que se transformaram em corporações que tendem a satisfazer os interesses dos seus elementos em lugar de desempenharem as funções sociais que lhes competem". Prevê que o desemprego vai agravar-se e, sendo um problema de todos, exige respostas do Governo que garantam a dignidade de todos".

"É urgente o despertar dos intelectuais para quebrar corporativismos"
Ramalho Eanes defende que uma sociedade civil forte depende da existência de uma burguesia endinheirada que ponha os filhos a estudar. "É urgente o despertar dos intelectuais para a participação na sociedade civil, pois são eles que conduzem à quebra dos corporarivismos que travam o desenvolvimento".
Fonte: O Ribatejo

domingo, 16 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MORREU A "MÃE ÁFRICA"


10 de Novembro de 2009.
Castel Volturno, sul da Itália.
Miriam Makeba morreu como viveu. A lutar pelo que considerava justo. Ícone da luta contra o apartheid na África do Sul, deslocou-se a Castel Volturno em Itália para um concerto de solidariedade com Roberto Saviano, realizador do filme "Gomorra". No final do concerto sentiu-se mal, foi levada ao hospital onde acabou por falecer com 76 anos.
Fonte: RTP

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Arte de Ver



A ARTE DE VER


WORKSHOP DE FOTOGRAFIA

17-22 NOV 2008

MUSEU DE SERRALVES

Segunda a Sexta das 19h00 às 21h30Sábado das 9h30 às 18h00
Concepção e Orientação: António Sá

Sem perder de vista a tecnologia, porque a máquina fotográfica sempre foi a ferramenta primordial do fotógrafo, este workshop visa devolver o gosto pelo olhar - instruindo-o sobre as subtilezas da luz, a graciosa dinâmica dos objectos - e reflectir na nossa própria perspectiva enquanto testemunhas de uma realidade efémera. Em conjugação com os ingredientes técnicos, também abordados, estaremos então mais despertos para traduzir fielmente a nossa própria visão do mundo e assim fazer acontecer pequenos milagres, cada vez que pressionamos o botão disparador. Destinatários Qualquer pessoa que goste de fotografia e pretenda aprofundar os aspectos criativos, independentemente das temáticas preferidas e do tipo de equipamento que possua.


Clique aqui para mais informações

Avaliação SIM


domingo, 2 de novembro de 2008

Guerra à avaliação em quase cem escolas


Educação.

Cada vez mais professores de agrupamentos e escolas isoladas assumem-se contra a avaliação. A ministra disse ontem que os protestos se resumem a alguns professores, mas até a presidente da melhor pública do ano a contraria Professores dizem que estão prontos para não progredirDe norte a sul, 92 escolas e agrupamentos, segundo uma lista elaborada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), já tomaram posição, em reuniões e moções de professores, pedindo a suspensão da avaliação. E os sindicatos e movimentos independentes do sector afirmam que esta é só a ponta do icebergue. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou ontem, em Anadia, que a contestação se resume a alguns professores e não às suas escolas: "Há professores que não querem ser avaliados e já o sabemos há muito tempo, mas o País não entenderá que os professores sejam uma classe à parte, pelo que terão de estar sujeitos a regras", disse.Melhor pública do ano na lista

A verdade é que não foi preciso procurar muito para encontrar uma presidente de conselho executivo que desmentisse essa leitura dos factos. Precisamente a que lidera a Escola Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, a melhor pública do ano segundo os rankings publicados esta semana pelo DN, e uma das 92 com moções contra a avaliação."Não é verdade que os professores não queiram ser avaliados. Querem é ter outra avaliação. Não esta, que só lhes está a tirar tempo para ensinarem", disse ao DN Rosário Gama. "Na minha escola, 90 assinaram. Só não assinaram três que não estiveram na reunião. Eu não o fiz porque, nas minhas funções, nunca poderia recusar--me a avaliar um professor que o quisesse. Mas como professora teria assinado e aplicado a decisão", disse, acrescentando "não ter dúvidas" de que muitos pedidos de aposentação na sua escola decorrem deste caso. "Prontos" para consequências

Ontem, a ministra da Educação lembrou também o que acontecerá a quem rejeitar a avaliação: "A consequência imediata é que, não sendo avaliado, o professor não reúne as condições para progredir na carreira", avisou. Mas os sindicatos e movimentos dizem que os professores estão preparados para tudo."O que a senhora ministra disse está na lei [Estatuto da Carreira Docente] e os professores conhecem-na", disse ao DN José Ricardo, vice-secretário-geral da FNE. "Os professores estão prontos a assumir esse risco, tal como sabem que quando fazem greve não vão receber esse dia. A senhora ministra é que, limitando-se a esse tipo de comentários, parece estar a assobiar para o lado, a fazer de conta que não vê", acusou . "Desde o início que avisámos que este modelo, além de injusto, é irrealizável. E isso está a verificar-se agora nas escolas, onde o descontentamento é geral, dos conselhos executivos aos próprios avaliadores. O que dirá a ministra se, daqui a alguns meses, 70% ou 80% dos professores tiverem tomado esta decisão?""Isto é uma bola de neve que está a crescer todos os dias", acrescentou Mário Machaqueiro, da Associação de Professores em Defesa da Educação, um dos vários movimentos independentes de docentes que surgiram nos últimos meses. "Não duvido que rapidamente terá dimensões nacionais. Convém lembrar que só estamos no 1.º período de aulas.Os blogues como motor da intervenção dos professoresBlogosfera. Do humor à denúncia de casos concretos, são cada vez mais as páginas criadasQuando começou a fazer cartoons protagonizados pela ministra da Educação e os seus secretários de Estado, Antero Valério, professor de Artes e Multimédia no ensino secundário, "nunca" pensou que se tornaria numa referência da classe."Comecei a fazer desenhos na escola, que mostrava aos meus colegas. Alguns foram tirando fotocópias. Quando dei por mim, estava a receber e-mails com as minhas tiras vindos de todo o País. Foi aí que decidi criar o blogue Anterozóide [antero. wordpress. com]", conta o professor, que se prepara para lançar um livro com base nestes trabalhos. "Será uma edição própria. Para já, serão mil exemplares", mas vamos ver como corre". Nos últimos anos, a blogosfera foi literalmente invadida de páginas pessoais de professores, com os problemas da educação como pano de fundo. Da denúncia (A Educação do meu Umbigo, de Paulo Guinote) à comédia leve de Antero Valério, há blogues para todos os gostos, onde um caso passado numa pequena escola pode ganhar dimensão nacional e onde se podem discutir e seleccionar previamente os temas dos cartazes e autocolantes que se vão levar à próxima manifestação.Os blogues tiveram também um papel decisivo na criação e divulgação de muitos movimentos independentes de professores que, de outra forma, teriam conhecido dificuldades em ganhar expressão. Hoje, nem os principais sindicatos dispensam a sua consulta."Se calhar, parte da explicação dos 100 mil que estiveram na manifestação [de Março] está nos blogues", diz o professor cartoonista. - P.S.T.Fenprof e movimentos juntos em manifestaçãoAvaliação. Partes puseram diferenças de lado para dar força à 'manif' de dia 8A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e três dos principais movimentos independentes do sector - a Associação de Professores em Defesa da Educação (APEDE), o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) e a PROmove - divulgaram ontem um comunicado conjunto onde anunciaram ter posto de lado as divergências que têm marcado o seu relacionamento nos últimos tempos em nome da "necessidade de enfrentar a ofensiva sobre a escola pública", que dizem estar a ser movida pelo Governo. A principal consequência deste entendimento é a adesão destas estruturas à manifestação nacional do próximo dia 8 de Novembro, em Lisboa, convocada pela "plataforma" de sindicatos do sector. Os movimentos, que tinham agendado um protesto próprio para dia 15, não afastam a possibilidade de manterem alguma acção nesse dia, mas à partida, segundo disse ao DN Mário Machaqueiro, da APEDE, "já não deverá ser uma manifestação".Nas últimas semanas, o diálogo entre as partes chegou a extremar-se, com os movimentos a responsabilizarem os sindicatos pelo "memorando de entendimento" assinado em Abril com o Ministério da Educação, que permitiu a avaliação simplificada de 12 mil professores no último ano lectivo e a generalização do modelo este ano, embora ainda sob forma experimental. Mário Nogueira, secretário--geral da Fenprof, tinha por seu turno acusado estes grupos de promoverem um discurso "anti-sindical", que cultivava "divisões" entre os professores."Nós mantemos a intenção de apontar críticas aos sindicatos sempre que nos pareça que a sua actuação é questionável", frisou Mário Machaqueira. "Mas considerámos que, na situação actual, com o que está a acontecer nas escolas com a avaliação, é oportuno que se enfrentem as políticas ministeriais numa base de unidade", explicou.O presidente da direcção da APEDE destacou também o "o empenho que os sindicatos têm demonstrado para ouvir os problemas dos professores nas escolas".

Fonte: DN online

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Artes: Qualidade da arte pública em Portugal posta em questão em debate em Serralves

Porto, 23 Out (Lusa) - O director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (MACS) afirmou hoje, no Porto, que "uma estátua honesta é muitas vezes mais interessante que as intervenções abstractizantes que se vêem pelas rotundas de Portugal".
Aquele responsável considera que, na maior parte dos casos, estas intervenções, que muitas vezes se limitam a "um conjunto de calhaus ao alto", são "de muito duvidosa qualidade", pelo que mais valia que a decoração daqueles espaços tivesse sido deixada aos cuidados dos jardineiros municipais.
João Fernandes falava durante um debate sobre "Arte Pública em Portugal", realizado hoje na Casa de Serralves, no Porto, a propósito da comemoração do 10º aniversário do lançamento do Prémio Tabaqueira de Arte Pública.
O crítico de arte João Pinharanda concordou com a crítica de João Fernandes e referiu que, há poucos anos, fez uma ronda pelos municípios da cintura industrial de Lisboa para fazer uma avaliação aos muitos monumentos ao 25 de Abril que por ali abundam.
"Na realidade são muito, muito maus", afirmou.
O escultor Alberto Carneiro considerou, a este propósito, que "são muitos os exemplos em Portugal de obras de arte pública sem qualquer dignidade".
Insurgiu-se também contra a instalação de obras de arte em rotundas, considerando que "uma obra de arte numa rotunda é uma inutilidade".
"As obras de arte são para as pessoas fruírem, para conviverem o mais proximamente possível com elas, para se encostarem nelas", defendeu.
Deu como exemplo de boa prática no campo da arte pública os simpósios de escultura de Santo Tirso, que têm permitido àquela cidade reunir em pouco tempo uma espólio "valiosíssimo espólio de arte pública" de autores nacionais e internacionais.
A académica Lúcia Matos referiu que esta situação deriva, em parte do facto de, em Portugal, não existirem, como existem noutros países, entidades especializadas na mediação entre as autarquias, que encomendam as obras, e os artistas.
Na ocasião, foi também lançado o livro "7 Artistas, 7 Paradigmas, Prémio Tabaqueira", em que João Pinharanda faz um balanço do "Prémio Tabaqueira de Arte Pública".
Esta obra dá a conhecer as sete obras premiadas, cinco das quais já estão construídas, da autoria de João Pedro Croft (Sintra), Richard Serra (Fundação de Serralves, Porto), Fernanda Fragateiro (Angra do Heroísmo), Didier Fiúza Faustino (Castelo Branco) e Pedro Cabrita Reis (Coimbra).
As outras duas obras premiadas são projectos de Joana Vasconcelos (para o largo da Academia das Belas Artes em Lisboa) e de Alberto Carneiro, para a estrada da Malveira da Serra, entre Cascais e Sintra.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008
Fonte: RTP

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fotografia nocturna (3º Raid Nocturno)

Foi com o maior prazer que participei neste terceiro raid nocturno em Febres, promovido pelo amigo Isidro.Aprendi e deliciei-me com a noite através da fotografia. Algumas das minhas fotos como resultado aqui estão. Muito caminho há para trilhar até afinar as lentes, mas os resultados são animadores.






Curso de fotografia Trípode (1-6)

















segunda-feira, 13 de outubro de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

“Férias grandes levam a perder conhecimentos”


O título desta notícia fez-me ler com mais atenção o artigo, que entre outras coisas refere que:
a)Os comportamentos anti-sociais dos jovens aumentam e os conhecimentos perdem-se durante as férias de Verão;
b) As férias escolares do Básico e do Secundário são demasiado longas;
c) Os jovens, em especial os de famílias mais pobres, têm demasiado tempo livre e muito pouco em que o ocupar. Um dos estudos citados revela que 80% das crianças de meios desfavorecidos afirmaram não ter nada para fazer fora da escola;
d)As férias longas podem levar os alunos a perderem competências adquiridas durante o ano lectivo, sendo que "nos piores casos estas perdas foram equivalentes a um mês de tempo escolar". Estas são mais acentuadas na matemática e ortografia e menos notórias na leitura. Também neste aspecto, os jovens de classes mais desfavorecidas são os que mais sofrem;


Ora bem, todos sabemos que as férias nos trazem algum distanciamento, e ainda bem, do trabalho que por rotina fazemos ao longo do ano. Será que alguém está convencido que durante o tempo lectivo não acontecem exactamente as questões levantadas neste estudo? Perguntem aos alunos, às pessoas em geral, no final do ano lectivo se sabem as matérias do início do ano e verão os resultados. A aprendizagem não é um saco infinito e sem fundo, está-se sempre a perder a ganhar novos conhecimentos e competências. "As perdas são reais", reconheceu Joaquim Sarmento, ao JN, acrescentando que, no entanto, se "resumem a um núcleo de competências mais ligado à memória, algo que no currículo escolar português não tem um papel central". Mas este é um aspecto que me parece saudável e até aconselhável, para que, como se costuma dizer “se reforcem as baterias”. A proposta desta instituição britânica aconselha a redução d as férias de Verão para apenas quatro semanas, distribuindo o resto do tempo de forma mais equilibrada ao longo do ano. Claro que quem faz uma proposta destas não percebe do que está a falar. Em que altura fazem os alunos os exames e as provas de acesso à universidade? Quando se fazem as reuniões de preparação do ano lectivo seguinte? Além disso, “uma solução que Joaquim Sarmento considera difícil de aplicar em Portugal, sobretudo devido às características do clima. "Com o calor, a partir de meados de Junho, é muito difícil manter as condições de aprendizagem", assegura. E com o actual calendário escolar, Sarmento acredita que uma maior distribuição do tempo de férias traria problemas às famílias, "porque a vida não está organizada para terem as crianças em casa nessas alturas".”
Questiono-me sempre porque é que na educação se parte sempre dos princípios errados para resolver “problemas” que surgem? Partamos do princípio que é verdade o que este estudo traz a lume. É á escola que cabe resolver estes problemas com prejuízos evidentes para os alunos, famílias e professores, ou à sociedade, ao Ministério da Educação e da Segurança Social, autarquias e famílias que o devem fazer? As crianças precisam cada vez mais da família, de estreitar os laços que se perdem durante o ano com a azáfama do trabalho, precisam de aprender com a família. E a responsabilidade das instituições deste País em encontrar soluções para as tais famílias de meios desfavorecidos? Para estas, que nem férias têm, provavelmente a melhor solução seria nem “fechar” a escola. Faça-se um exame de consciência, e assuma-se de uma vez por todas as responsabilidades de cada um. A escola não é um depósito e muito menos consegue resolver todos os problemas, que são cada vez mais, das nossas crianças e jovens.

domingo, 17 de agosto de 2008

Educação: Alunos com mais coragem e empatia copiam menos


Columbus, Estados Unidos, 16 Ago (Lusa) - Os estudantes universitários com melhores níveis de coragem, empatia e honestidade não terão copiado, nem o deverão fazer em exames, indica uma investigação da Universidade norte-americana de Ohio.

Estes estudantes também têm a tendência para não acreditar que os seus colegas são habitualmente desonestos nos testes.

"As pessoas que não copiam têm uma perspectiva mais positiva dos outros. Eles não notam muita diferença entre a sua atitude e a dos restantes", notou Sara Staats, co-autora do estudo e professora de psicologia.

Os recentes estudos realizados em universidades garantem que copiar é uma prática muito comum.

"Os estudantes que não copiam parecem ser uma minoria e têm muitas oportunidades para verem os seus pares copiarem e receberem recompensas com um pequeno risco de castigo. Vemos o não copiar como uma forma de heroísmo diário no contexto académico", acrescentou a investigadora.

Depois de avaliadas a coragem, a honestidade e a empatia, os investigadores separam os alunos com melhores níveis dos que apresentaram piores resultados.

Os denominados "heróis académicos" estavam na lista com melhores níveis e referiam maior culpa se tivessem copiado em comparação com os alunos com piores resultados nas três categorias analisadas.

"Os heróis não inventam desculpas, nem dizem que é aceitável copiar porque muitos outros o fazem", referiu ainda Sara Staats.

Para a investigadora, os resultados obtidos indicam haver um bom público-alvo para divulgar mensagens contra a desonestidade académica.

PL.

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2008-08-17 02:25:02