sexta-feira, 2 de maio de 2008

Brasil - Exposição une nanotecnologia e arte


CAMILA RODRIGUES
Um filme que exibe, em mais de dez minutos, da aproximação microscópica de um único grão de pedra até o afastamento e a formação de uma mandala construída por monges com pó de pedras preciosas.
Divulgação
A "Nanomandala" está na exposição "Nano", que tenta explicar nanotecnologia para leigos; mostra fica em SP até junho
O vídeo, formado por 300 mil fotos, é projetado sobre uma superfície redonda com pó de mármore que pode ser manuseado.
A "Nanomandala" é uma das seis instalações produzidas pela artista multimídia Victoria Vesna e o cientista James Gimzewski e expostas na mostra de arte Nano, que ocorre na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, até o dia 1º de junho.
A idéia da exposição é fazer com que qualquer pessoa entenda alguns conceitos de nanotecnologia e física quântica. Veja mais no blog Circuito Integrado.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1519 - Morte de Leonardo da Vinci - Nasceu a 15 de Abril de 1452


A 2 de Maio de 1519, morre, em Cloux, Leonardo da Vinci, pintor, escultor, arquitecto, engenheiro e cientista do Renascimento italiano. Faz anos amanhã que morreu um dos génios do mundo Ocidental. É boa altura para lembrar alguns dos seus feitos.












Obesidade infantil


O que é a obesidade

A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde.
A pré-obesidade e a obesidade estão directamente relacionadas com um balanço energético positivo (a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida), que resulta de um excesso de ingestão em relação aos gastos do corpo.
A obesidade tem origem em diversos factores, complexos, de ordem genética, metabólica, ambiental e comportamentais. É considerada uma doença crónica, e como tal requer esforços persistentes e continuados para ser controlada.
O diagnóstico de pré-obesidade e de obesidade é feito através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que de se determina dividindo o peso em quilogramas, pela altura em metros elevada ao quadrado (peso/altura2). A sua utilização fundamenta-se numa boa correlação com a massa gorda corporal. Segundo a OMS considera-se que há excesso de peso quando o IMC calculado é igual ou superior a 25, e obesidade para valores a partir de a 30.
Note-se, no entanto, que nas crianças e adolescentes, não existe um critério consensual para o diagnóstico da obesidade, devido às características dinâmicas dos seus processos de crescimento e maturação. Para além das diferentes velocidades de crescimento entre rapazes e raparigas, existe ainda uma grande variabilidade entre os indivíduos, não só entre os dois grupos como entre os elementos de cada um. Assim, o valor do IMC tem como base tabelas de referência, considerando-se que valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 85 e inferiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico de pré-obesidade. Valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico de obesidade.
Refira-se ainda que o número de células adiposas do organismo tem um maior desenvolvimento desde o fim da infância até ao início da idade adulta.


Os dados

Estima-se que a prevalência da pré-obesidade e da obesidade, em Portugal, nas crianças dos 7 aos 9 anos de idade, é de cerca de 31,56% - as crianças do sexo feminino apresentam valores superiores às do sexo masculino.
Na União Europeia, na população com mais de 15 anos, a prevalência da pré-obesidade em 1999 foi de 41%. O aumento da obesidade em crianças e adolescentes é, também, cada vez mais preocupante. A taxa de crescimento da doença na Europa tem-se mantido constante, acrescentando 400 mil crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso. Este valor é 10 vezes superior ao registado em 1970.A nível mundial, a prevalência da obesidade é tão elevada que a OMS considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.


As consequências

A obesidade está associada ao aparecimento de várias patologias, entre as quais, nas crianças e adolescentes, a diabetes tipo 2 (Diabetes Mellitus insulino-dependente), um aumento da tensão arterial, um aumento dos níveis de triglicéridos e colesterol (LDL), bem como à diminuição do colestrol "bom" (HDL).
Está também associada ao desenvolvimento de outro tipo de sintomas e patologias como a apneia do sono e as dificuldades respiratórias, distúrbios do aparelho locomotor (como são exemplo as artrites), distúrbios hormonais, sindroma do ovário poliquístico, problemas dermatológicos, doenças cardiovasculares e algumas formas de cancro.
O cansaço fácil, a sudação excessiva e o aparecimento de dores musculares são também queixas frequentes e que diminuem o conforto e a qualidade de vida dos indivíduos obesos.
Como já foi referido a obesidade tem origem em vários factores e pode surgir, por exemplo, associada a distúrbios endócrinos (estima-se que a obesidade endócrina seja responsável apenas por 4% das obesidades), após interrupção de exercício físico (comum em desportistas) ou, entre outros factores, devido ao uso de medicamentos como corticosteróides, antidepressivos, estrogénios, e alguns e anti-histamínicos, entre outros.
No entanto, estima-se que a grande maioria dos casos de obesidade, mais de 95%, esteja relacionada com um mau equilíbrio entre a ingestão e o consumo de calorias, ou seja quando se consome mais em termos calóricos do que o corpo necessita para desempenhar as suas actividades – o excesso fica armazenado nas células adiposas.
Para esta situação pode contribuir uma dieta com excesso de lípidos, glícidos e de hidratos de carbono, um número reduzido de refeições, mas com um elevado aporte em calorias, o consumo em excesso e rotineiro da chamada fast-food, o consumo de bebidas com elevado valor calórico, e, por outro lado, o sedentarismo e a falta de actividade e exercício físico.
Os comportamentos e hábitos alimentares adquiridos na infância, em família e também na escola, têm uma influência fortíssima para o aparecimento (ou não) da obesidade. E não basta “ditar as regras”, há que segui-las, pois os comportamentos dos pais, avós, e irmãos mais velhos vão ser seguidos pelos mais novos.Numa sociedade que valoriza constantemente aparência física, o combate à obesidade e ao estigma a ela associada, é também uma luta pelo bem-estar mental das crianças e jovens.
Saliente-se que, associados à obesidade, surgem distúrbios psicossociais e emocionais acompanhados de depressão, ansiedade e diminuição de auto-estima. Têm origem exactamente na rejeição social, num contexto social que dá primazia à beleza física.


A prevenção e o combate

A prática de uma verdadeira prevenção, e de um tratamento precoce são essenciais para o combate à obesidade. Quanto mais cedo se instala a obesidade numa criança maior será a probabilidade de se vir a tornar num adulto obeso.
A prevenção da obesidade infantil é conseguida através da promoção de um estilo de vida assente num bom programa alimentar acompanhado de um regime de actividade física e desportiva:
As crianças não devem saltar refeições e logo de manhã é importante preparar um bom pequeno almoço, logo ao acordar, completo e equilibrado. Importa adequar a alimentação às necessidades energéticas (por exemplo, ajustada a uma prática de actividade física mais intensa, e nesse caso com uma maior necessidade energética), mantendo-se ao longo do dia uma ingestão fraccionada em pelo menos cinco refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar e dois lanches, um a meio da manhã e outro à tarde)
A alimentação requerer-se variada e com produtos naturais em todas as refeições do dia e rica em cereais completos, fruta e produtos vegetais frescos ricos em fibras. Os vegetais são também essenciais para a sopa, a consumir ao almoço e ao jantar.
O consumo de calorias deve ser controlado em particular no que diz respeito à ingestão de açúcares/sacarose - bolos, biscoitos, bolachas - e gorduras/fritos, sobretudo os ácidos gordos saturados e colesterol, gorduras sólidas e gorduras hidrogenadas e sobreaquecidas.
Importa dar preferência ao consumo de hidratos de carbono complexos: pão completo / escuro, rico em sementes e ainda cereais, arroz e massas, de preferência completos / integrais.No que respeita à carne, a preferência deve dirigir-se para o consumo de carnes brancas (como o frango e o perú) e magras (coelho) e, por outro, lado moderar o consumo de carnes gordas (porco, borrego, cabrito) e carnes vermelhas. O peixe é essencial – sem esquecer as várias formas em que pode ser cozinhado e apresentado às crianças.
Nos cozinhados e temperos dar preferência ao consumo de azeite, bem como às ervas aromáticas e especiarias, moderando o consumo de sal.
O regime dietético deve assim ser equilibrado e nutritivo, evitando carências vitamínicas e outras que conduzam à desnutrição. Deve evitar-se o consumo de refrigerantes, preferindo água simples, chás e infusões, ou sumos naturais, sem adição de açúcar.
Refira-se ainda a importância da ingestão adequada de cálcio, uma vez que na alimentação equilibrada reduz o armazenamento da gordura – o reduzido consumo de cálcio, associado à pouca ingestão de lacticíneos, encontra-se associado ao excesso de peso.
A prevenção da cárie dentária na origem, mais tarde, de problemas de mastigação e digestão dos alimentos é também essencial através de um adequado aporte de flúor, de de uma boa higiene dentária e de um consumo reduzido de produtos açucarados. Para os recém-nascidos de pais obesos (grandes candidatos a obesidade infantil) e com padrões alimentares ricos em calorias, a alimentação deve ser baseada exclusivamente no leite materno durante, pelo menos, os seis primeiros meses de vida. Na evolução da alimentação da criança deverá ser dada preferência ao consumo de carnes magras, legumes, frutas e muito pequenas quantidades.
Perda de peso em crianças e adolescentes obesos São significativos os benefícios da perda de peso em indivíduos obesos ao nível, por exemplo, da tensão arterial. Uma redução em 3% no peso corporal diminui, segnificativamente, a tensão arterial nos adolescentes obesos, uma melhoria acentuada se o programa de emagrecimento incluir exercício físico. São também evidentes e em proporção à perda de peso, os benefícioas ao nível da redução dos níveis plasmáticos de triglicerídeos e de insulina, bem como o aumento do colesterol HDL.A perda de peso em crianças e adolescentes com diabetes tipo 2, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico quando na dieta se reduz a quantidade de hidratos de carbono.

Regime Transitório de progressão e acesso dos docentes dos 8.º e 9.º escalões


A criação de uma nova estrutura da carreira docente ocorrida com o Dec-Lei n.º 15/07, de 19 de Janeiro (que procedeu à alteração do Estatuto da Carreira Docente aprovado pelo Dec-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril), implicou a contemplação de um regime transitório que procede à integração dos docentes nessa mesma estrutura de carreira.

No que aos docentes do 8.º e 9.º escalões diz respeito tal regime transitório encontra-se sediado no artigo 10.º, n.º 8 e 13.º do citado Dec-Lei n.º 15/07.

De acordo com o primeiro dos citados preceitos legais, os referidos docentes transitam para a categoria de professor da nova estrutura da carreira, mantendo os índices remuneratórios aos mesmos correspondentes (245 e 299).
O n.º 14 do mesmo preceito legal salvaguarda o tempo de serviço já prestado por estes docentes no escalão e índice da carreira anterior estabelecendo que o mesmo é contabilizado no escalão e índice em que foram integrados, para efeitos de progressão e acesso na estrutura da nova carreira.

Como é do conhecimento geral, a estrutura de carreira criada pelo citado Dec-Lei n.º 15/07, desenvolve-se em duas categorias hierarquizadas de: professor e de professor titular.
De acordo com o art.º 13.º do mesmo diploma legal, os docentes ora em questão, só podem aceder a esta segunda categoria se nela obtiverem provimento na sequência do concurso aberto para o efeito. Só assim poderão progredir aos escalões previstos para a mesma. Neste caso, prevê o mesmo normativo, o tempo de serviço pelos mesmos prestado após a integração na categoria de professor, conta como tempo de serviço efectivo no escalão em que forem providos na categoria de professor titular.

No entanto, e como também se sabe, o provimento nesta categoria está dependente da obtenção de vaga no correspondente concurso de acesso.

Para aqueles que não obtiveram a referida vaga, o legislador da mesma disposição transitória contida no art.º 13.º, veio prever um mecanismo de “compensação” remuneratória que lhes permite aceder aos índices 272 e 320, consoante se encontrem no 8.º ou no 9.º escalões da anterior carreira. Contudo, o legislador determinou, no n.º 3 deste preceito, que, para poderem beneficiar de tal progressão, estes docentes, para além de terem que ter sido opositores ao concurso de acesso à categoria de professor titular e de não terem nele obtido provimento, têm ainda que
cumprir cumulativamente mais três requisitos (e transcreve-se):

“a) Completem o módulo de tempo de 6 anos de serviço no índice em que estão integrados;
b) Obtenham avaliação de desempenho não inferior a Bom;
c) Tenham sido aprovados na prova pública prevista no art.º 38.º do Estatuto da Carreira Docente, tal como alterado pelo presente Decreto-Lei…”.

Dispõe ainda este preceito legal, que, quando vierem a obter provimento na categoria de professor titular, os docentes beneficiários de valorização remuneratória, são posicionados no escalão desta categoria a que corresponda índice imediatamente superior ao do escalão em que se encontram integrados (exemplo: um docente do 8.º escalão (índice 245) que não ficou provido e tenha progredido ao índice 272 por via do citado mecanismo, poderá ser posicionado no índice 299, se entretanto obtiver vaga em concurso de acesso a professor titular).


Dra. Fátima Anjos, assessora jurídica do SPGL e coordenadora dos Serviços Jurídicos da FENPROF

In Escola Informação, Março de 2008
SPGL - Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.

domingo, 27 de abril de 2008

Professor titular?


Que VERGONHA !

Retirado da Ordem Trabalhos ME /Plataforma:

Ponto 8.
Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício
de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto
Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas,
Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e
Profissionais.


Se isto é verdade não podemos confiar em ninguém. Esta informação chegou -me por correio eletrónico, se alguêm souber mais, por favor comente.