sábado, 5 de janeiro de 2008

Dia Mundial Braille


Dia Mundial Braille: Histórias infantis hoje (4 de Janeiro) em Coimbra. A Universidade de Coimbra e a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) vão hoje assinalar o Dia Mundial do Braille apresentando numa escola em Coimbra histórias infantis criadas para sensibilizar as crianças cegas para as questões ambientais.
Com o apoio da VALORMED, na Escola EB2,3 Inês de Castro de Coimbra vão hoje ser apresentados os dois primeiros volumes de uma colecção que posteriormente serão oferecidos a todos os meninos cegos do 1º e 2º ciclos do ensino básico do país.
O projecto foi desenvolvido no âmbito do grupo EQOFAR (Estudantes de Química Orgânica de Farmácia Acção Reacção) da licenciatura de Ciências Farmacêuticas, composto por estudantes e coordenado pela docente Maria José Moreno, que há algum tempo vinha desenvolvendo actividades de intervenção comunitária, em especial em escolas, na sensibilização ambiental.
Maria José Moreno é a autora desta colecção de histórias que tem como protagonistas os gémeos João e Joana, que aprendem as primeiras letras, mas no seio da sua família vão também se apercebendo da importância que a preservação do ambiente tem de ter no seu quotidiano.
«O Verdinho - as farmácias são amigas do ambiente» é o título do primeiro volume, em alusão ao «verdinho», o saco que a VALORMED deixa em cada farmácia para recolher os fármacos fora do prazo.
O segundo, também a apresentar hoje em edição Braille, tem o título «Aprender a separar para reciclar - os gémeos vão ao ecoponto».
Maria José Moreno adiantou à agência Lusa que no acto de lançamento dos dois primeiros volumes na Escola EB2,3 Eugénio de Castro entregará simbolicamente o terceiro volume para posterior edição Braille, que tem o título: «Aprender o R de reduzir - os gémeos vão ao hipermercado».
A colecção será composta por seis curtas histórias infanto-juvenis que abordam questões relacionadas com o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a saúde pública, no contexto do quotidiano de uma família.
A edição em Braille, segundo a autora, surge ao contrário do que é comum, por neste caso se privilegiar uma minoria, a dos cidadãos invisuais, e só posteriormente se avançar para a edição comum, em suporte livro ou informático.
«A igualdade de oportunidades não se deve restringir ao período das comemorações», declarou a docente, ao aludir à evocação em 2007 do Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Todos.
A ideia de o EQOFAR começar a criar os próprios materiais para sensibilização ambiental surgiu das queixas dos professores de não disporem de materiais de apoio para preparar previamente os seus alunos para as acções que este grupo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra em cada uma delas desenvolvia, explicou Maria José Moreno.
Este grupo e esta docente estão já a preparar outros contos didácticos para assinalar o Ano Internacional do Planeta Terra, da UNESCO, adiantou.
De acordo com uma nota do Gabinete de Comunicação da Reitoria da Universidade de Coimbra, o EQOFAR, mais do que uma aplicação prática dos conceitos que os seus membros vão apreendendo no âmbito da licenciatura, é hoje um «caso de sucesso na interacção da universidade com a sociedade».
O Dia Mundial do Braille, que se comemora a 4 de Janeiro, evoca o nascimento de Louis Braille e a sua acção em prol da integração dos cidadãos com deficiência visual.
Diário Digital / Lusa
04-01-2008 7:31:00

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